18set/19

Alimentação saudável na adolescência na era do junk food

Cada vez mais a alimentação tem sido tema de conversas e debates em diversos cenários, roda de amigos nas academias de ginástica, em salões de beleza, nas redes sociais ou mesmo em sites na internet. A centralidade da alimentação para a vida parece ser algo banal, porém, nas últimas décadas, com a emergência de problemas de saúde relacionados a desequilíbrios na sua composição, vem ganhando patamares de importância cada vez mais elevados.

Na adolescência, período do desenvolvimento humano marcado por transformações geradoras de inquietudes e sofrimento, a alimentação tem sua relevância biológica justificada pela elevada demanda nutricional que as transformações orgânicas, peculiares dessa fase, determinam. O seu papel de nutrir ganha destaque devido à necessidade de que sejam oferecidas condições favoráveis ao crescimento e ao desenvolvimento do adolescente. Porém, outras dimensões da alimentação também devem ser observadas nessa fase, como a dimensão cultural, que envolve as práticas alimentares, os saberes e as representações relacionados aos comportamentos e hábitos alimentares, que podem se tornar inadequados, favorecendo o desenvolvimento de enfermidades na vida adulta.

As modificações nos estilos de vida e nos padrões alimentares, decorrentes da urbanização e industrialização, associados a comportamentos sedentários, vêm sendo indicadas como fatores que contribuem para o aumento de doenças.

Dados da última Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, apontam que a obesidade já é uma realidade para 18,9% dos brasileiros e o sobrepeso atinge mais da metade da população (54%). Além disso, o aumento da obesidade na faixa jovem cresceu 110% entre 2007 e 2017. O resultado desse quadro é o crescimento de doenças como diabetes, hipertensão arterial, aumento do colesterol, entre outras.

Mudanças no padrão alimentar

No Brasil, observa-se acentuada mudança no padrão alimentar, caracterizada pela substituição da alimentação composta por itens com elevado teor de fibras e equilibrada em termos nutricionais, por alimentos com alta densidade energética, cuja composição apresenta elevada concentração de açúcar e de gorduras e alto grau de processamento.

Os alimentos ultraprocessados, também chamados de junk foods, são produtos que passam por diversas etapas e técnicas de processamento, são desbalanceados nutricionalmente e possuem na sua composição substâncias utilizadas exclusivamente em indústrias. No Brasil, o seu consumo vem crescendo rapidamente nas últimas décadas. Alguns exemplos desses alimentos são: biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, refrigerantes, macarrão instantâneo, entre outros. São itens frequentemente consumidos pelos adolescentes e cuja baixa qualidade nutricional tem impacto negativo na saúde. O consumo desses produtos tem sido relacionado à presença de síndrome metabólica e obesidade na faixa juvenil.

Adicionalmente, outro aspecto relacionado à mudança no estilo de vida contemporâneo é o tempo gasto em comportamentos sedentários. O uso demasiado de computadores, videogames, smartphones e a permanência em frente da televisão por muitas horas também vem crescendo ao longo do tempo. Esse estilo de vida vem fazendo parte do cotidiano dos adolescentes e, ainda, pode favorecer o consumo de alimentos ultraprocessados devido à comodidade, já que são prontos para o consumo a qualquer hora e em qualquer lugar.

A ampliação da divulgação sobre os prejuízos da ingestão frequente desses produtos para a saúde, envolvendo os adolescentes, os pais e responsáveis e a escola, é uma medida que pode contribuir para reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados. São ainda necessárias ações de educação alimentar e nutricional dirigidas aos adolescentes que promovam a reflexão e o debate sobre questões relacionadas ao consumo desses produtos e que os envolva na construção de estratégias promotoras da alimentação saudável, como por exemplo, debate sobre o impacto ambiental do consumo de alimentos ultraprocessados; oficinas para o desenvolvimento de habilidades culinárias; oficinas para análise da rotulagem nutricional e da publicidade de alimentos ultraprocessados, buscando identificar as estratégias de marketing utilizadas; cultivo de hortas.

As ações dirigidas aos indivíduos (adolescentes e/ou familiares) devem ser acompanhadas de estratégias mais abrangentes, considerando que outros fatores com grande poder de persuasão contribuem para aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, como o ambiente em que os adolescentes circulam (especialmente a escola e os ambientes virtuais) e onde estão expostos a publicidade e propaganda agressiva, às vezes enganosas.

Soma-se a esses aspectos a questão econômica. Em geral, os alimentos ultraprocessados são mais baratos do que alimentos com qualidade nutricional elevada e, portanto, políticas fiscais que tenham o intuito de aumentar o acesso a alimentos saudáveis são fundamentais. A diminuição das taxas que incidem sobre os alimentos in natura ou minimamente processados, como por exemplo, hortaliças, frutas, arroz, feijão, leite e queijos, assim como o aumento da taxação sobre os alimentos ultraprocessados são elementos que tendem a favorecer a alimentação saudável.

Devemos olhar com mais atenção para a saúde do adolescente e atuar efetivamente na prevenção de fatores de risco, pois os hábitos alimentares adquiridos nessa fase bem como na infância tendem a perdurar ao longo da vida. Sendo assim, medidas que envolvam tanto o indivíduo como aquelas dirigidas ao ambiente devem ser priorizadas para reduzir o efeito negativo do consumo excessivo de alimentos ultraprocessados.

Fonte: Portal da Sociedade Brasileira de Urologia

13set/19

Como ter relações seguras?

Como evitar DSTs e a gravidez indesejada?

Com o início da vida sexual o jovem se depara com uma série de responsabilidades e escolhas que podem repercutir por toda a sua vida. As principais preocupações, tanto dos pais e profissionais da saúde quanto dos próprios jovens, são a exposição a doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e a gravidez indesejada.

Nas últimas décadas, com a melhora no tratamento para o HIV, mesmo sem a cura, a maioria dos pacientes infectados passaram a apresentar menos sintomas e repercussões da doença. Com isso a preocupação com o uso de preservativo tanto masculino quanto feminino diminuiu e, por esse ser o principal método para a prevenção das DSTs, temos observado um grande aumento no número de casos.

As principais doenças são:

– HIV,

– sífilis,

– uretrites (popularmente conhecida como gonorreia),

– HPV (responsável pelas verrugas genitais e maior risco de neoplasia), entre outras.

Os sintomas das DSTs são variáveis, causando desde pequenas alterações genitais quase imperceptíveis até graves sequelas. O jovem deve estar atento para o surgimento de sintomas como dor ao urinar, secreção pela uretra (purulenta ou tipo clara de ovo), úlceras e feridas genitais (com ou sem dor), verrugas e até a dor testicular, resultado da inflamação/infecção do testículo e das estruturas vizinhas muito associada às DSTs.

As DSTs podem ser assintomáticas e mesmo assim ser transmitidas pelo ato sexual sem preservativo, podem ficar anos sem causar sintomas ou levar a sequelas apenas em longo prazo. Elas podem causar infertilidade (impossibilidade de ter filhos), aumento do risco de câncer de colo do útero e até mesmo sequelas para o feto, caso uma gravidez ocorra.

O sexo desprotegido expõe o jovem às doenças independentemente da forma como o sexo é praticado, com transmissões acontecendo pelo sexo oral, anal ou vaginal.

Gravidez indesejada

Outro aspecto importante a ser considerado é a possibilidade de gravidez em um período da vida no qual o adolescente é, em grande parte, dependente dos familiares. A gravidez, sem o devido planejamento familiar, pode prejudicar a formação educacional, forçar o jovem a iniciar precocemente no mercado de trabalho, impedindo muitos de realizarem seus objetivos profissionais e de vida.

O descobrimento da sexualidade e dos riscos que essa nova etapa traz consigo não pode ser ignorado, muito menos tratado como tabu. O uso do preservativo não pode ser dispensado nunca – DSTs não escolhem classe econômica, religião ou cor – e seu uso protege o jovem, sua parceira e seu futuro

Fonte: Portal da Sociedade Brasileira de Urologia

10set/19

qual o tamanho de um pênis “normal”?

Tenho receio de que meu pênis seja pequeno…
qual o tamanho de um pênis “normal”?

O tamanho do pênis é sempre uma das maiores dúvidas que surgem na adolescência e as comparações nessa fase são muito comuns entre os meninos. Sempre no grupo terá um que se vangloriará do tamanho do seu pênis, mesmo que seja completamente normal.

Normalmente o pênis varia de 5 a 10 cm quando está totalmente flácido, com cerca de 2 cm de diâmetro.
Durante a ereção o tamanho pode chegar a 12 cm e 3 cm de diâmetro. A preocupação do tamanho do pênis só deve acontecer quando tiver um tamanho menor de 7 cm durante a ereção. O pênis pequeno verdadeiro está mais relacionado a síndromes genéticas, alterações hormonais durante a vida fetal (micropênis) e más-formações do pênis junto à bolsa testicular.
Todas essas condições são vistas já no nascimento. Uma causa bastante comum de preocupação com “pênis pequeno” acontece nos jovens obesos, condição em que a gordura local esconde o pênis e o faz parecer menor do que realmente é.
Ao emagrecer, o pênis “volta” a ter o seu tamanho normal. Importante também ressaltar que o tamanho do pênis não tem nenhuma relação com o tamanho de outros órgãos ou de outras partes de nosso corpo, como nariz, mão, pernas ou orelhas.

Dica! Não entre nesta paranoia!!! A competição de quem tem o tamanho maior de pênis é muito comum e não leva a lugar algum… E lembre-se: mais vale um pequeno brincalhão do que um grande bobalhão!!!

Fonte: Portal da Sociedade Brasileira de Urologia

30ago/19

A fisioterapia no tratamento da incontinência

Conheça as técnicas mais utilizadas na fisioterapia pélvica

As disfunções miccionais nem sempre estão relacionadas com a idade e o envelhecimento. Podem ocorrer em homens e mulheres, independentemente da idade e nível socioeconômico. A perda de urina pode causar problemas psicossociais, higiênicos e sexuais. Um grande número de pessoas que sofre com a incontinência urinária não procura ajuda profissional por vergonha ou por achar que esse problema é normal e se exclui do convívio social.

A fisioterapia pélvica é reconhecida como a primeira linha de tratamento conservador dessas disfunções. Os músculos do assoalho pélvico têm a responsabilidade no suporte dos órgãos (bexiga, útero e intestino), na continência urinária e fecal.

“Para que os resultados da fisioterapia pélvica sejam bem-sucedidos em longo prazo é necessário disciplina e comprometimento do paciente com os exercícios propostos, associados ou não a medicamentos”

O tratamento fisioterapêutico é simples, indolor, de baixo custo e não invasivo.

Sendo qualquer uma delas:

– Incontinência urinária de esforço;

– Incontinência urinária de urgência;

– Incontinência urinária mista;

– Incontinência urinária pós-prostatectomia;

As técnicas mais utilizadas pela fisioterapia pélvica para o tratamento da incontinência urinária são:

– Treinamento dos músculos do assoalho pélvico: através de exercícios específicos, o paciente consegue identificar os músculos e realizar o treino individualizado para a disfunção apresentada.

– Biofeedback Eletromiográfico: através de sinais auditivos ou visuais, se consegue uma leitura e interpretação em tempo real da atividade elétrica das fibras musculares do assoalho pélvico, capacitando o paciente a identificar os músculos a serem trabalhados, aumentando a percepção sensorial, restabelecendo a coordenação e o controle motor voluntário, resultando numa melhora funcional e consequentemente dos sintomas urinários.

– Eletroestimulação: utilizada no fortalecimento dos músculos de assoalho pélvico, melhorando a função urinária, aprimorando coordenação e força desses músculos e inibindo as contrações da musculatura detrusora.

– Cones vaginais: são pesos que variam de 20g a 100g para o treinamento funcional dos músculos do assoalho pélvico nas atividades diárias – orienta-se a inserir o cone na vagina durante 15 a 20 minutos e caminhar. Há uma sensação de perda do cone, ocorrendo uma contração dos músculos do assoalho pélvico.

– Terapia Comportamental: o paciente é orientado sobre a ingesta de líquidos durante o dia e a noite, alimentos e bebidas que irritam o músculo da bexiga e regulares intervalos de micções.

Para que os resultados da fisioterapia pélvica sejam bem-sucedidos em longo prazo é necessário disciplina e comprometimento do paciente com os exercícios propostos, associados ou não a medicamentos. Casos de incontinência urinária com procedimento cirúrgico, realiza-se a fisioterapia pré e pós-operatória melhorando o resultado cirúrgico.

Quanto mais precoce o paciente for encaminhado e realizar a fisioterapia pélvica, melhor será o resultado do tratamento.

Na presença dos sintomas de incontinência urinária, procure um urologista que, através do diagnóstico correto, saberá indicar uma fisioterapeuta especializada e capacitada a tratar das disfunções pélvicas.

Fonte: Portal da Sociedade Brasileira de Urologia

 

23ago/19

Hormonioterapia, para quem é indicada?

Hormonioterapia ou medicamentos para tratar o câncer de próstata

O bloqueio hormonal ou hormonioterapia ou ainda terapia hormonal consiste na privação de andrógenos com o objetivo de reduzir o nível dos hormônios masculinos no corpo. Como os andrógenos estimulam as células do câncer de próstata a crescerem, no tratamento do câncer de próstata avançado sua supressão é importante.

Entenda um pouco mais a hormonioterapia no câncer de próstata.

– Para qual perfil de paciente esse tratamento é indicado?

O câncer de próstata tem relação íntima com os hormônios sexuais masculinos. Tanto as células sadias da glândula prostática como as tumorais têm o crescimento estimulado por androgênios.

O bloqueio hormonal ou terapia de privação androgênica (ADT, do inglês Androgen Deprivation Therapy) é utilizado como o principal tratamento para o câncer de próstata (CaP) avançado.

Ao longo dos anos, o bloqueio hormonal tem sido cada vez mais utilizado no tratamento de CaP, não só na doença metastática, mas também no tratamento da doença local de alto risco e localmente avançada adjuvante e neoadjuvante a outras terapias como a radioterapia externa.

“O câncer de próstata tem relação íntima com os hormônios sexuais masculinos. Tanto as células sadias da glândula prostática como as tumorais têm o crescimento estimulado por androgênios.”

– Quais os benefícios da técnica?

Até 90% dos pacientes respondem à ADT inicialmente, com controle de sintomas, aumento de sobrevida e melhora na qualidade de vida, incluindo diminuição de dor óssea e complicações (redução de fraturas patológicas e compressão medular). Apesar de ser um tratamento paliativo, a ADT pode também normalizar os níveis de PSA sérico.

– Quais seriam os efeitos adversos?

Os efeitos colaterais mais comuns são: fogachos (calorões), perda de libido e disfunção erétil (impotência sexual), osteopenia e osteoporose, eventos cardiovasculares, ganho de peso e perda de massa muscular, ginecomastia (aumento das mamas), dislipidemia (alteração do colesterol), hiperglicemia (aumento do açúcar no sangue).

Fonte: Portal da Sociedade Brasileira de Urologia

 

21ago/19

O que é Bexiga Hiperativa?

Há tratamentos para perda involuntária de urina

Bexiga Hiperativa (BH) é o termo que o urologista usa para se referir à necessidade urgente de urinar. Essa urgência é de difícil controle e pode estar associada à incontinência urinária (perda involuntária de urina).

Quem sofre de BH costuma acordar à noite para urinar (e o sono é prejudicado). Além disso, é comum necessitar ir ao banheiro para urinar mais de 7 vezes em 24 horas.

“Infelizmente, algumas pessoas não procuram assistência médica precoce porque acreditam que os sintomas urinários fazem parte do processo normal de envelhecimento. Contudo, a incontinência urinária NÃO é normal”

Para chegar ao diagnóstico de BH é necessário excluir doenças que podem causar sintomas urinários, como infecção, formação de pedras na bexiga, tumor de bexiga, diabetes, etc.

Quando uma pessoa tem sintomas sugestivos de BH, o médico solicita exame de urina e exame de imagem das vias urinárias como, por exemplo, uma ecografia.

Tratamento

Apesar de a BH ser uma condição que causa grande prejuízo à qualidade de vida, os sintomas não costumam representar riscos ao paciente. O tratamento costuma ser muito efetivo e inclui restrição da ingestão de líquidos no final da tarde (para evitar micções noturnas), exercícios para fortalecer o assoalho pélvico e uso de medicamentos.

Infelizmente, algumas pessoas não procuram assistência médica precoce porque acreditam que os sintomas urinários fazem parte do processo normal de envelhecimento. Contudo, a incontinência urinária NÃO é normal. Aliás, a BH pode acometer homens e mulheres, crianças, adultos e idosos.

O médico urologista é o especialista recomendado para avaliar e tratar os sintomas de BH. Quanto antes você buscar ajuda, maiores são as chances de conseguir um tratamento efetivo.

Fonte: Portal da Sociedade Brasileira de Urologia

19ago/19

O que é dor pélvica crônica?

O que é dor pélvica crônica?

Doença pode acometer homens e mulheres e causa disfunção sexual em ambos

A dor pélvica crônica tem um forte impacto negativo sobre a qualidade de vida integral dos indivíduos. Caracterizada por uma dor crônica localizada na pelve com duração maior que três a seis meses. Os sintomas mais comuns no homem são dor ou desconforto no períneo, área suprapúbica, pênis e testículos, além de disúria (dor ao urinar) e dor ejaculatória. Pode haver também sintomas urinários obstrutivos como fluxo lento, intermitente e irritante, com aumento de frequência e/ou urgência. É comum a disfunção sexual em ambos os sexos.

“Após uma anamnese meticulosa, o tratamento costuma ser multidisciplinar”

Sistemicamente, os portadores de dor pélvica crônica apresentam mialgia (dor muscular), artralgia (dor articular) e fadiga inexplicada. Alguns pacientes têm uma variante de cistite intersticial (irritação ou inflamação da parede da bexiga) e/ou síndrome da dor vesical com desconforto predominante na bexiga associada a problemas de micção.

Nas mulheres, a síndrome pode ter causas ginecológicas:

– Endometriose;

– Adenomiose;

– Pólipo;

– Prolapso genital;

– Mioma uterino;

– Varizes pélvicas;

– Aderências pélvicas;

– Doença inflamatória pélvica;

E causas não ginecológicas:

– Síndrome do cólon irritável;

– Constipação crônica;

– Hérnias;

– Cistite intersticial;

– Litíase urinária (cálculo renal);

– Desordens psicológicas;

– Alterações musculoesqueléticas;

As mulheres se referem a uma dor na região do abdome inferior que pode se estender por toda a pelve. Após uma anamnese meticulosa, o tratamento costuma ser multidisciplinar. O impacto da dor e seu tratamento sobre a função sexual também precisa ser avaliado.

Tratamento

A fisioterapia pélvica trabalha com recursos terapêuticos manuais (relaxamento), liberação miofascial, reeducação postural global, massagem perineal, termoterapia, eletroterapia (TENS), cinesioterapia e biofeedback negativo, para:

– Normalizar o tônus muscular (estado de tensão) em repouso;

– Reeducar os músculos de assoalho pélvico para serem utilizados com força adequada;

– Educar padrões de movimento eficiente e a facilitação do retorno dos pacientes às atividades funcionais;

– E acrescentar uma terapia comportamental.

Fonte: Portal da Sociedade Brasileira de Urologia

14ago/19

A vasectomia altera o tamanho da genitália masculina?

Dúvidas sobre vasectomia?

Saiba mais sobre este método anticonceptivo

Existem tanto na literatura médica, quanto na imprensa leiga, indagações sobre possíveis riscos à saúde do homem que é submetido a vasectomia. Assim, vamos acabar com essas dúvidas hoje. Leia:

O que é vasectomia?

Vasectomia é uma cirurgia que visa a contracepção, ou seja, impedir a gravidez da parceira, através da ligadura dos canais deferentes, que são os condutos por onde passam os espermatozoides.

Como é feita a vasectomia?

A vasectomia é realizada em regime ambulatorial, sem internação, com anestesia local/sedação, através de duas pequenas incisões em cada lado da bolsa testicular.

Vasectomia faz mal?

Não. Existem vários mitos sobre possíveis malefícios da vasectomia relacionando a mesma com várias doenças.

Vasectomia engorda?

Não. A vasectomia é apenas a ligadura dos condutos deferentes e não castração, portanto, nada tem a ver com aumento de peso.

Vasectomia diminui a libido (desejo sexual) ou causa impotência sexual?

Não. O bloqueio dos canais deferentes impede apenas a passagem dos espermatozoides, não interferindo na produção hormonal, não tendo, portanto, nenhuma relação com alteração da libido ou do desempenho sexual, apenas com a reprodução.

Vasectomia causa câncer?

Apesar de alguns estudos tentarem relacionar a vasectomia ao câncer, principalmente de próstata e testículo, e isto ser de grande relevância entre os pacientes candidatos ao procedimento, esses fatos nunca foram confirmados, e sim descartados, por outras centenas de estudos de várias instituições.

Os espermatozoides que não são eliminados vão se acumulando dentro dos testículos?

Não. Os espermatozoides que não são eliminados, em pacientes vasectomizados, morrem e são absorvidos depois de um determinado tempo, sem nenhum prejuízo para a saúde.

A parceira pode engravidar após a vasectomia?

Sim, pois todos os espermatozoides que estão após a área onde foi feita a ligadura dos ductos deferentes são viáveis, devendo ser eliminados por ejaculação. Mas, uma vez feito o exame de espermograma e confirmada a ausência de espermatozoides, o paciente está apto a ter atividade sexual sem necessidade de métodos anticoncepcionais.

A vasectomia leva à diminuição dos testículos ou do pênis?

Não há modificação no tamanho da genitália dos pacientes submetidos a vasectomia.

Em resumo, a vasectomia é um método cirúrgico de contracepção, de fácil realização em mãos urológicas experientes, com baixos índices de complicações, sem registros comprovados de riscos para a saúde masculina.

Fonte: Portal da Sociedade Brasileira de Urologia

12ago/19

O que é o PSA (Antígeno Prostático Específico)?

PSA é uma proteína que é produzida pelo tecido prostático. Se o homem tem tecido prostático, tanto benigno como maligno, ela será detectada no exame de sangue. Como a próstata, nos humanos, aumenta de forma benigna com o passar dos anos, o PSA também costuma aumentar. Da mesma forma, o PSA aumenta com o evoluir do câncer de próstata. Assim, se o PSA estiver aumentando, o urologista pode definir se a alteração do PSA é por uma causa benigna ou maligna.

O nível do PSA tem que ser considerado em função de vários fatores como o tamanho da próstata, idade e presença de nódulos ou inflamação na glândula. A interpretação do PSA é uma atividade complexa e deve ser feita por um especialista no assunto: o urologista. Como exemplo, um PSA baixo não isenta um paciente de ter câncer de próstata e um PSA alto não indica que tenha câncer de próstata.

Se o PSA está aumentado, pode-se utilizar uma técnica de imagem (geralmente uma ressonância nuclear magnética multiparamétrica) para investigar quais alterações existem na próstata. Mas a confirmação do diagnóstico de câncer de próstata necessita de um estudo anatomopatológico de fragmentos da próstata, a chamada biópsia da próstata.

Como o câncer de próstata é uma doença heterogênea, existindo tumores com risco alto e com risco muito baixo de mortalidade, o urologista é um importante profissional para orientar o paciente na decisão do tratamento da doença.

 

07ago/19

Declínio de Testosterona: Sintomas.

 

O envelhecimento masculino e o declínio da testosterona

“Diversos sintomas que ocorrem relacionados ao déficit hormonal se sobrepõem ao envelhecimento natural do homem ou mesmo a doenças prevalentes nessa população, o que o torna uma tarefa difícil distinguir de forma exata a verdadeira causa.”

O homem, com o passar dos anos, sofre um processo natural de envelhecimento de suas células gerando inúmeras repercussões no corpo, bem como o declínio progressivo e lento de sua função hormonal, principalmente após os 40 anos. Sabe-se que a mulher, ao chegar próximo aos seus 50 anos, passa por uma parada de sua função reprodutiva e declínio importante de sua função hormonal, a chamada menopausa. No homem idoso, essas mudanças reprodutivas ocorrem de forma lenta e gradual, com sintomas mais sutis. Esse processo é chamado de Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM).

O hormônio diretamente ligado à função reprodutiva no homem é produzido por células localizadas nos testículos e é chamado testosterona (principal hormônio andrógeno masculino). A partir dos 40 anos, o declínio da testosterona no organismo do homem gira em torno de 1% ao ano. O termo andropausa, comumente utilizado para caracterizar essa condição clínica, não deve ser utilizado, pois diferentemente da mulher, não ocorre uma pausa hormonal, e sim o seu déficit gradativo. O termo correto é Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino.

Estima-se que a proporção de indivíduos com mais de 65 anos aumentará significativamente ao longo dos próximos 30 anos. Dados censitários mostram que o número de americanos de 65 anos ou mais aumentará dos aproximadamente 40 milhões atuais para algo em torno de 90 milhões nos próximos 30 anos. Nesse contexto, a prevalência de doenças como câncer, doenças vasculares e declínio hormonal aumentará drasticamente. Sendo assim, a idade é um fator de risco independente para a queda da testosterona e o acompanhamento com médico urologista é fundamental para o diagnóstico e tratamento adequados dessa condição.

Sintomas

Diversos sintomas que ocorrem relacionados ao déficit hormonal se sobrepõem ao envelhecimento natural do homem ou mesmo a doenças prevalentes nessa população, o que o torna uma tarefa difícil distinguir de forma exata a verdadeira causa. As principais repercussões com a queda da testosterona são a diminuição da libido (desejo sexual), disfunção erétil (dificuldade em ter/manter ereção peniana), aumento da gordura corporal, perda de massa óssea (osteoporose), perda da massa muscular, diminuição dos pelos (barba, cabelo), anemia, depressão e irritabilidade.

Frente à suspeita do declínio hormonal relacionado ao envelhecimento do homem, o urologista, através de uma avaliação clínica completa e com exames laboratoriais complementares, ao estabelecer o diagnóstico correto, passará a oferecer as diversas opções de tratamento. Não há como evitar esse processo natural de envelhecimento humano, mas a manutenção de hábitos saudáveis de vida contribui para prevenção das doenças relacionadas à diminuição dos níveis de testosterona.

A terapia de reposição hormonal com testosterona é segura e eficaz. Está disponível nas apresentações injetável e gel para aplicação diária. O acompanhamento médico desse tratamento é muito importante para a melhora da qualidade de vida do homem, pois não é isento de efeitos colaterais, de modo que necessita ser bem indicado.

Fonte: Portal da Sociedade Brasileira de Urologia