23mar/18

Pedras nos Rins: O que você precisa saber

É senso comum que a dor de uma pedra no rim não tem comparação com nenhuma outra. Essas pedras são, na verdade, cálculos formados pela aglomeração de cristais que se juntam por meio de uma alteração metabólica, resultando na Litíase Urinária. Doença crônica e costumeiramente recorrente, a Litíase tem tratamento dividido em fases medicamentosas e de remoção dos cálculos.

Entre 5 e 15% da população mundial é acometida pela doença, que tem como sintomas mais comuns forte dor na barriga, lateral das costas, na virilha ou até testículos; urina mais escura que o normal; sangue na urina; náuseas e vômitos.

Vale a pena ficar atento aos fatores de risco que podem levar à Litíase Urinária:

  • Histórico familiar ou pessoal: Já ter sofrido, ou alguém da sua família sofrer de cálculos nos rins;
  • Idade: Pedras nos rins são mais comuns nos adultos entre os 20 e os 40 anos, mas podem ocorrer em qualquer idade;
  • Sexo: Homens têm maior probabilidade de sofrer cálculos renais;
  • Desidratação: A urina mais concentrada favorece o desenvolvimento de cálculos, por isso a importância de beber a quantidade de água adequada para manter uma boa hidratação;
  • Obesidade: Índice de massa corporal elevado costuma estar relacionado com um maior risco de desenvolver pedras nos rins; uma dieta rica em proteínas, sódio e açúcar, pode aumentar a quantidade de cálcio filtrada pelos rins e aumentar o risco de cálculos.

Na dúvida procure um Urologista, que poderá fazer o diagnóstico mais preciso e certeiro – nesse caso, conte com os profissionais da Uroclínica!

16mar/18

A constrangedora incontinência urinária

Nesta semana, comemoramos o Dia Mundial de uma das doenças do sistema urinário que pode ser caracterizada como a mais constrangedora e de grande impacto no convívio social: a Incontinência Urinária. Acometendo cerca de 10 milhões de brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, o distúrbio é mais comum na população idosa, mas atinge pessoas de todas as faixas etárias.

Quando diagnosticada, a incontinência urinária costuma ser classificada em três tipos (que muitas vezes aparecem simultaneamente):

Incontinência urinária de esforço: quando a pessoa não tem força muscular pélvica suficiente para reter a urina e perde a urina ao espirrar, tossir, rir, levantar algo, subir escadas, fazer atividades físicas, mudar de posição ou fazer algo que põe a bexiga sob pressão

Incontinência urinária de urgência: desejo de urinar tão forte, que a
pessoa não consegue chegar ao banheiro a tempo, mesmo quando tem apenas uma pequena quantidade de urina na sua bexiga

Incontinência urinária por transbordamento: ocorre quando a bexiga está sempre cheia, causando vazamentos, ou quando a bexiga não se esvazia por completo, o que leva ao gotejamento.

Para cada tipo de incontinência o urologista indicará o tratamento mais adequado. Entre eles, podemos destacar técnicas comportamentais, cinesioterapia do assoalho pélvico, estimulação elétrica, medicamentos, dispositivos médicos, terapias de intervenção e cirurgia.

Se identificou com algum sintoma acima? Agende com nossos urologistas e tire suas dúvidas.

07mar/18

Velocidade e volume da urina expelida

Você sabia que existe um exame que permite averiguar a velocidade com a qual a urina é expelida e o volume que é eliminado durante a micção? Pois ao realizar a urofluxometria, o urologista consegue recolher informações sobre o tempo necessário para urinar, a força do jato urinário, a continuidade do mesmo, a quantidade da urina expelida e o tempo que demoramos para esvaziar a bexiga.

Entre os sintomas que levam o urologista a solicitar a realização da urofluxometria estão: dor pélvica, dor ao urinar, incontinência urinária, dificuldade no início e durante as micções e dificuldade em esvaziar completamente a bexiga.

O exame é realizado com o uso de um equipamento (recipiente próprio para cada um) que recolhe a urina, e um computador, que possuiu alguns sensores acoplados. Os sensores registram os valores e, posteriormente, processam.

Não é necessária qualquer preparação para realizar a urofluxometria, a não ser, ingerir água minutos antes do exame, de modo a que o paciente tenha vontade de urinar normalmente. O exame dura apenas alguns minutos.

22fev/18

Vídeo cistoscopia

Como fazemos para visualizar os segmentos uretrais, o interior da bexiga e a porção terminal dos ureteres? Por meio da vídeo cistoscopia. Exame endoscópio que dura cerca de 20 minutos, e realizado com o uso de um cistoscópio, a vídeo cistoscopia poder ser feita com anestesia local, mas em alguns casos exige a geral.

Pelo cistoscópio o médico introduz soro fisiológico para encher a bexiga do paciente e permitir uma melhor visualização de suas paredes. Na extremidade do cistoscópio estão lâmpadas de xenon e halógenas e uma minicâmera, que transmite por fibra ótica imagens para um monitor.

O exame é indicado, principalmente, para diagnóstico e acompanhamento de distúrbios das vias urinárias, diagnóstico e acompanhamento dos tumores da bexiga ou da uretra, diagnóstico de infecções recorrentes da bexiga, problemas resultantes de cálculos na bexiga e realização de biópsia endoscópica da bexiga ou da uretra.

Existem dois tipos de cistoscopia: a rígida e a flexível. A rígida é mais indicada para os casos que exigem coleta para biópsia (tem um canal por meio do qual instrumentos cirúrgicos podem ser passados para facilitar a coleta). Também é a que requer, muitas vezes,anestesia geral.

Já a flexível é realizada por meio de um endoscópio de fibra óptica fino e flexível. Este é passado cuidadosamente pela uretra, podendo seguir através de suas curvas até dentro da bexiga. O procedimento é feito sob anestesia local, com o paciente acordado.

Quer saber mais detalhes? Consulte um de nossos profissionais!

16fev/18

Avaliando a bexiga por meio do Estudo Urodinâmico

Se tivermos a necessidade de saber se a nossa bexiga está conseguindo cumprir sua função de armazenar urina sob baixa pressão e proporcionar o adequado esvaziamento, vamos precisar realizar um “estudo urodinâmico”.

Além da bexiga, este exame também estuda a função dos esfíncteres, músculos responsáveis por conter a urina e evitar perdas involuntárias. Realizado por um urologista, o estudo urodinâmico não exige internamento e pode ser feito com anestesia local. Por meio da introdução de cateteres (tubos flexíveis de espessura mínima) é realizada a medição das pressões do aparelho urinário e o funcionamento geral da bexiga.

Geralmente, o estudo urodinâmico é solicitado em casos de aumento da próstata, incontinência urinária tanto na mulher quanto no homem, pacientes com lesões neurológicas e crianças com meningomielocele (mal-formação congênita da coluna vertebral que nasce nas costas da criança deixando a medula sem a proteção devida).

O exame dura em média 45 minutos e a pessoa pode ir para casa caminhando ao término. Beber água em abundância é geralmente a única medida aconselhada.

Na Uroclínica o estudo urodinâmico é realizado rotineiramente – portanto, se você precisar realizar este exame, conte conosco!

02fev/18

Aproveite o carnaval com responsabilidade e cuide de sua saúde

O Carnaval está chegando e este momento de descontração e curtição não pode deixar de lado a responsabilidade com a sua saúde. Previna-se contra as doenças sexualmente transmissíveis, fazendo o uso da camisinha! Vamos relembrar as principais doenças?

Condiloma acuminado (HPV) ou “papilomavírus humano” – doença sexualmentetransmissível mais comum entre homens e mulheres, o HPV é a principal causa do câncer de colo de útero. No mundo inteiro só existem dois canceres que os médicos conseguem afirmar o principal fator de risco: o de pulmão, causado pelo fumo, e o de colo de útero, causado pelo HPV. Existem mais de 100 tipos de HPV que causam verrugas de tamanhos variáveis na cabeça (glande) do pênis e no ânus da mulher. Na mulher, os sintomas mais comuns surgem na vagina, vulva, região do ânus e colo doútero.

Aids (Síndrome da imunodeficiência humana) – doença causada pelo vírus HIV, que acomete o sistema imunológico humano, deixando o organismo suscetível a outras doenças. É transmitida pelo sexo (vaginal, oral ou anal) sem camisinha, pelo compartilhamento de objetos perfurocortantes contaminados ou da mãe para o bebê na gravidez, parto ou amamentação.

Cancro mole (cancro venéreo) – doença causada pela bactéria Haemophilus ducreyi que provoca a formação de feridas com pus nos órgãos genitais. As feridas vão aumentando de intensidade com o tempo, podendo progredir para a formação de caroços doloridos na virilha. A transmissão ocorre por relação sexual desprotegida, sendo a camisinha a principal forma de prevenção.

Gonorreia (blenorragia) – doença causada pela bactéria Neisseria gonorrheae que pode infectar o pênis, o colo do útero, o reto, a garganta e os olhos. Se não tratada, pode causar também a infertilidade, dor durante o ato sexual e provocar o desenvolvimento do feto nas trompas de falópio, ao invés do útero. A prevenção é feita através do uso de preservativos durante a relação sexual.

Herpes – doença causada por um vírus que propicia a formação de bolhas, principalmente, na parte externa da vagina e no pênis. Essas bolhas costumam estourar e formar feridas doloridas. A doença tem tratamento, mas não tem cura. Sua transmissão só ocorrerá em sua forma ativa, quando a doença tiver se manifestado. Além do contágio sexual, pode ser transmitida da mãe para o filho durante o parto.

Sífilis – doença causada pela bactéria Treponema pallidum que pode ocorrer em três estágios, sendo o primeiro caracterizado com feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas. Se não for tratada, pode contribuir para o surgimento de manchas no corpo, queda de cabelos, paralisias e até cegueira. Pode ser transmitida através do sexo sem proteção com alguém infectado, por transfusão sanguínea ou da mãe para
o bebê durante a gravidez ou durante o parto.

26jan/18

Biópsia de Próstata

Você sabia que existe um exame específico para identificar as células cancerígenas da próstata por meio de amostras do tecido prostático? Este exame é a biópsia de próstata, indicado pelos urologistas quando há suspeita de células tumorais no paciente.

Essas suspeitas são baseadas em alterações no exame de PSA, na identificação de tumoração ou irregularidades durante o exame de toque retal ou eventualmente em áreas suspeitas, visualizadas através de ressonância magnética multiparamétrica de próstata.

A biópsia de próstata é realizada via transretal e guiada por ultrassom com anestesia endovenosa ou local. Este é um dos exames realizados na Uroclínica Umuarama.

Acompanhe nossas próximas postagens, em que falaremos sobre outros procedimentos realizados pela equipe de profissionais da clínica!

15jan/18

Urologista e Nefrologista: saiba a diferença entre as profissões

O rim é o objeto de estudo tanto dos urologistas, quanto dos nefrologistas. O que basicamente diferencia um profissional do outro é o escopo de trabalho. Enquanto o nefrologista é um clínico especializado em tratar o paciente com várias doenças associadas ao rim, o urologista é um cirurgião de formação, que realiza cirurgias no trato urinário de homens e mulheres e nos órgãos genitais masculinos. É ele também o médico responsável pelo exame preventivo da próstata.

O mais comum no dia a dia dos nefrologistas são casos de insuficiência renal, aguda ou crônica, com necessidade ou não de diálise. Geralmente quem procura este profissional veio encaminhado por outros médicos.

O urologista, por sua vez, tem na cistite, cálculo renal, câncer de pênis e de testículo, disfunção erétil e infertilidade masculina seus maiores números de atendimento. Além dos rins, uréteres, bexiga urinária e uretra, este profissional trata dos seguintes órgãos do sistema reprodutor masculino: testículos, epidídimos, ducto deferente, vesículas seminais, próstata e pênis.

Cuide bem da sua saúde: conte com a Uroclínica!

11dez/17

As doenças mais comuns do sistema urinário

Existem várias doenças que acometem o sistema urinário tanto do homem, quanto da mulher. Algumas são mais comuns e merecem destaque especial. Vamos conhecê-las?
Pedra nos Rins ou Cálculo Renal:
A formação de cálculo no trato urinário possui alta prevalência, o que a
torna uma das principais doenças na urologia. Sua incidência pode chegar até 20% em alguns países e a taxa de reaparecimento da mesma pode chegar a 50%.
Medidas simples como aumentar o consumo de água – cerca de 2 litros por dia – reduzir a ingestão de sódio (sal) e proteínas (carnes em geral), apresentam sucesso na prevenção de todos os cálculos urinários. Outras medidas e medicamentos podem auxiliar, mas necessitam de uma avaliação completa antes de serem estabelecidos.
Incontinência Urinária:
É a perda involuntária da urina pela uretra. Distúrbio mais frequente no
sexo feminino, pode manifestar-se tanto após a menopausa, quanto em
mulheres mais jovens.
Há dois tipos:
1) Incontinência urinária de esforço: o sintoma inicial é a perda de urina
quando a pessoa tosse, ri, espirra, faz exercícios.
2) Incontinência urinária de urgência: caracteriza-se pela súbita vontade
de urinar que ocorre em meio das atividades diárias e a pessoa perde urina antes de chegar ao banheiro.
Infecções Urinárias:
As infecções do trato urinário representam uma das doenças infecciosas mais prevalentes na população. Considera-se que 50% a 80% das mulheres apresentarão ao menos um episódio de infecção urinária ao longo da vida e 15% terão uma por ano. Embora mais
frequentes em mulheres, homens e crianças também podem apresentar
infecções urinárias.
Cistite:
Forma mais comum de infecção urinária (que ocorre na bexiga), produzindo muito desconforto ao urinar, aumento da frequência miccional e às vezes até sangue na urina.
Pielonefrite Aguda:
Infecção do trato urinário superior, que acomete os rins. Se manifesta por dor lombar, febre, náusea e vômitos. Causa muito mal-estar ao paciente, que muitas vezes necessita de internação hospitalar para tratamento e investigação.
Essas são as doenças consideradas mais “comuns” que podem acometer o trato urinário, mas existem várias outras, como as prostatites, orquites, epididinites e uretrites, incidentes no aparelho reprodutor masculino.
Acompanhe a Uroclínica no Facebook para saber mais sobre como se prevenir contra doenças do sistema urinário!
30nov/17

Novembro Azul chega ao fim

Nesta semana se encerra o mês de novembro e, com ele, a campanha do Novembro Azul. Criada na Austrália no ano de 2003 por um grupo de 30 homens que resolveu chamar a atenção para a saúde masculina deixando o bigode crescer, a campanha é atualmente realizada em mais de 20 países. O azul se deve ao fato das mulheres que também apoiaram a campanha na Austrália escolherem esta cor para vestir durante o mês.

No Brasil, o Novembro Azul foi trazido em 2008 pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, juntamente com a SBU – Sociedade Brasileira de Urologia. Estudos realizados pela SBU apontaram que 51% dos homens brasileiros nunca consultaram um urologista, por isto a importância da iniciativa.

O câncer de próstata, cuja taxa de mortalidade aumenta consideravelmente a cada ano, é o principal foco da campanha. Sem considerar os tumores de pele (não o Melanoma),   o câncer de próstata é o mais incidente entre os homens em todas as regiões do país. Segundo estimativa do INCA – Instituto Nacional do Câncer – este ano serão diagnosticados aproximadamente 60.000 novos casos da doença.

Muitos homens têm certa resistência para fazer o exame preventivo, mas, ao ser diagnosticado precocemente por meio do exame periódico de rotina, PSA e toque retal, o câncer de próstata tem chances de cura próximas a 90%.

Então não deixe para depois! Cuide de sua saúde e viva mais e melhor.