20maio/19

Cigarro o Grande Vilão.

“(…) a chance de desenvolver câncer de bexiga é de 2 a 6 vezes maior em tabagistas em relação àqueles que não fumam, e a duração e intensidade da exposição são diretamente proporcionais a esse risco”

Qual é o vilão mais famoso que você conhece? Alguns se remeterão à infância, lembrando do Coringa, do Pinguim; outros farão menção a líderes políticos sagazes (Lênin, Hitler) e os demais recordarão de indivíduos que representaram sofrimento em sua história de vida pessoal. Todavia, em se tratando de saúde, também há muitos vilões. Um dos mais conhecidos e responsáveis pela deterioração e redução do tempo de vida é, sem dúvida, o cigarro.

O hábito de fumar está intimamente relacionado ao desenvolvimento de diversos tipos de câncer, com destaque para o de bexiga, segunda neoplasia geniturinária mais comum em homens no Brasil e responsável por 3% de todas as mortes por câncer nos Estados Unidos. Segundo pesquisadores norte-americanos, o tabaco associa-se a 60% e 30% de todos os cânceres do trato urinário em homens e mulheres, respectivamente. Soma-se a isso, o fato de que a chance de desenvolver câncer de bexiga é de 2 a 6 vezes maior em tabagistas em relação àqueles que não fumam, e a duração e intensidade da exposição são diretamente proporcionais a esse risco.

O vilão é aquele que sabidamente tem má intenção ou caráter antagônico. Se houvesse, portanto, a possibilidade de transpor tal adjetivo para a realidade do câncer de bexiga, diríamos que ele está sendo representado pelo CIGARRO. Cabe a cada indivíduo, enfim, tratar de se defender desse algoz.

Fonte: Portal da Sociedade Brasileira de Urologia.

15maio/19

Varicocele o que é?

Varicocele: o que é, causas e tratamento

“(…) o aparecimento da varicocele ocorre junto com a puberdade, ao redor dos 12-13 anos. Desta forma, o acompanhamento do adolescente pelo urologista desde o início da puberdade pode levar a uma detecção precoce da varicocele”.

A varicocele é a principal causa tratável de infertilidade masculina, presente em 15% da população masculina e em aproximadamente 40% dos homens com infertilidade primária (nunca tiveram filhos). Esse número pode aumentar para até 80% dos homens com diagnóstico de infertilidade secundária (que já tiveram filhos, mas não conseguem mais engravidar por perda da qualidade do sêmen).

Mas o que é varicocele?
A varicocele é a dilatação das veias que drenam o sangue testicular devido à incompetência das válvulas venosas, associada ao refluxo venoso. É a mesma doença que afeta mais frequentemente as pernas das mulheres, que nesse caso é conhecida como varizes dos membros inferiores e provoca dor e inchaço nas pernas. Outra doença gerada pela dilatação das veias é a doença hemorroidária, que são varizes na região anal e que provoca sangramento ao evacuar. Portanto pode-se chamar a varicocele de varizes na bolsa testicular, que pode provocar prejuízo para a produção de espermatozoides e em última consequência infertilidade.

Qual a causa da varicocele?
A varicocele é ocasionada pela incompetência ou até mesmo ausência congênita das válvulas nas veias espermáticas, ocasionando um refluxo do sangue venoso e a dilatação das mesmas, além do espessamento de sua parede muscular. Os pacientes com diagnóstico de varicocele muitas vezes costumam referir a presença de varizes nas pernas e até mesmo de doença hemorroidária, deixando evidente que as alterações venosas são sistêmicas e não somente restritas às veias do escroto. Existe também um fator hereditário a ser considerado, pois é muito comum na história familiar os pais também terem apresentado varicocele no passado.

Como se faz o diagnóstico de varicocele?
O diagnóstico é feito de uma maneira bastante simples: apenas com o exame físico bem feito. Quando houver dúvidas em relação ao diagnóstico ou na impossibilidade da identificação apropriada das veias, o exame de ultrassom de bolsa testicular com doppler colorido deve ser solicitado. Existem graus diferentes de varicocele: I (leve), II (moderado) e III (importante). Os graus II e III são os que podem comprometer a fertilidade.

No exame físico, o testículo em que incide a varicocele pode ter seu volume diminuído e muitas vezes ficar mais amolecido, mostrando claramente que está ocorrendo a perda de células produtoras de espermatozoides.

Por que a varicocele gera infertilidade masculina?
O testículo, para o seu perfeito funcionamento, deve estar sempre entre 20 e 30C abaixo da temperatura corpórea. Para que isso ocorra, a regulação térmica ocorre basicamente por três mecanismos distintos. O primeiro, e certamente o mais importante, é a função das veias saudáveis (sem varizes) em resfriar a temperatura do sangue quente que chega pela artéria testicular. Quando essas veias estão dilatadas e varicosas, elas perdem a função de resfriamento, gerando um aumento crônico da temperatura testicular. Para um melhor entendimento, é como se a serpentina (veias do testículo) do barril de chope estragasse e o líquido (sangue arterial) saísse apenas frio em vez de gelado da torneira para ser bebido.

O segundo mecanismo existente é a presença de uma bolsa testicular pendular e de musculatura de dartos e cremáster, mantendo os testículos mais próximos ou mais afastados da área abdominal, dependendo da temperatura existente. Por isso que no calor os homens geralmente ficam com o escroto mais afastado do corpo e no frio o escroto permanece mais próximo.

As glândulas sudoríparas (que promovem a eliminação de suor) presentes na bolsa testicular compreendem o terceiro mecanismo, eliminando o calor necessário para que o testículo permaneça em sua temperatura ideal.

O calor em excesso nos testículos promovido pela varicocele gera um aumento na produção de radicais livres que não consegue ser combatido adequadamente pelos sistemas antioxidantes. Esse desequilíbrio, por sua vez, gera o que conhecemos como estresse oxidativo. Esse ambiente testicular alterado traz prejuízos importantes à produção e à qualidade dos espermatozoides.

No espermograma isso pode ser constatado pela piora de todos os parâmetros seminais. E na parte clínica isso pode ser evidenciado pela dificuldade do homem em engravidar suas parceiras.

É possível prevenir a doença?
O aparecimento da varicocele não é possível prevenir, pois é uma questão hereditária associada à predisposição pessoal para o aparecimento das varizes. Entretanto, pode-se e deve-se prevenir os efeitos negativos que a varicocele pode trazer para a produção de espermatozoides e, por consequência, para o potencial de fertilidade futuro.

Sabe-se que a varicocele é uma doença tempo-dependente, ou seja: quanto mais tempo a varicocele agir, pior será para a função do testículo em produzir espermatozoides. Outra característica importante é que o aparecimento da varicocele ocorre junto com a puberdade, ao redor dos 12-13 anos. Desta forma, o acompanhamento do adolescente pelo urologista desde o início da puberdade pode levar a uma detecção precoce da varicocele. Assim que houver o primeiro sinal de detecção de que a varicocele possa estar trazendo prejuízo à função testicular, seja por alteração no espermograma, seja por redução de crescimento dos testículos, a cirurgia para a correção da varicocele deve ser indicada com brevidade.

A varicocele tem tratamento?
Sim. O tratamento deve ser oferecido para aqueles adolescentes ou homens adultos com varicocele grau II ou III que apresentam comprometimento de sua fertilidade, sendo sempre cirúrgico. A técnica preconizada é a microcirurgia subinguinal, com menos de 1% de recidiva e com taxas similares de complicações quando realizada por urologistas experientes na técnica. O espermograma costuma melhorar em mais de 60% das vezes, devolvendo ao homem um bom potencial de gravidez natural ou, caso não seja possível alcançá-la, melhorar a qualidade seminal para tratamentos com técnicas de reprodução assistida.

A infertilidade masculina é gerada apenas pela varicocele?
Não é apenas a varicocele que pode trazer prejuízo para o potencial fértil do homem. Obesidade, sedentarismo, infecção testicular por doenças sexualmente transmissíveis, infecção do testículo por vírus (o vírus mais famoso por gerar infertilidade é o da caxumba), tabagismo e o uso de drogas como maconha, cocaína e crack também estão implicados. Existem também outras fontes de agravo à produção de espermatozoides, como tratamentos com quimioterapia e radioterapia para tumores malignos. Doenças como tumor de testículo e testículos que não desceram para a bolsa testicular (testículos criptorquídicos) após o nascimento também estão associados a uma redução na produção de espermatozoides.

Fonte: Portal da Sociedade Brasileira de Urologia.

13maio/19

Disfunção erétil: conheça causas, sintomas, prevenção e tratamentos

“Na maioria das vezes, as doenças associadas à disfunção erétil são passíveis de controle e tratamento. Ter atividade física regular, evitar consumo de álcool, tabaco e drogas ilícitas, alimentar-se de forma regrada e saudável são as chaves para prevenção.”

A disfunção erétil é a incapacidade de o homem conseguir obter e manter uma ereção do pênis suficiente que possibilite uma atividade sexual satisfatória. Pode ser um sinal de doenças crônicas em atividade ou mesmo problemas psicológicos, afetando a qualidade de vida dos pacientes e de suas parceiras. Nem sempre o fato de não conseguir ter uma ereção adequada se traduz em disfunção erétil, porém se isso ocorrer de forma frequente, o ideal é consultar um médico urologista para uma avaliação adequada.

Estima-se que 100 milhões de homens no mundo apresentem disfunção erétil, sendo esta a mais comum disfunção sexual encontrada nessa população após os 40 anos. No Brasil, a prevalência se aproxima de 50% após os 40 anos, algo em torno de 16 milhões de homens.

As causas são variadas, podendo estar relacionadas a:

– Problemas circulatórios: a ereção depende diretamente do fluxo de sangue para o pênis, portanto as alterações que dificultam a circulação adequada para essa região podem causar disfunção erétil. Temos como exemplo as doenças cardiovasculares (hipertensão, doença arterial coronariana), diabetes, colesterol elevado, tabagismo, cirurgias prévias na pelve e pessoas submetidas a radioterapia prévia.

– Neurológicas: até 20% dos casos de disfunção erétil estão associados a problemas neurológicos. Alguns exemplos são doenças degenerativas (esclerose múltipla, doença de Parkinson), acidente vascular cerebral, tumores do sistema nervoso central e traumatismos.

– Anatômicas ou estruturais: pessoas que desde o nascimento ou mesmo por doenças adquiridas tenham alterações na anatomia peniana podem apresentar problemas na ereção e nas relações sexuais. Temos como exemplo a doença de Peyronie, uma condição vista mais comumente após a meia idade na qual ocorre a formação de uma placa de tecido endurecido ao longo dos tubos interiores do pênis, o que gera uma curvatura anormal e dificulta a ereção.

– Distúrbios hormonais: desequilíbrios hormonais podem ser causa de alterações da libido (desejo de ter relação sexual), principalmente a falta de testosterona, o que influencia diretamente na ereção. Outras condições também podem estar relacionadas, como disfunções da glândula tireoide (hipertireoidismo, hipotireoidismo), da glândula hipófise (hiperprolactinemia), entre outras alterações.

– Induzida por drogas: inúmeros medicamentos podem causar problemas na ereção, como anti-hipertensivos, remédios para depressão, antipsicóticos e uso de drogas como álcool, heroína, cocaína, metadona entre outras.

– Psicológicas: problemas como ansiedade, depressão e estresse afetam mais a população adulta-jovem, gerando transtornos de ereção por diminuírem diretamente a libido.

Sintomas

A impotência sexual pode ser manifestada de várias maneiras, não somente pelo fato de não conseguir manter o pênis ereto, mas por problemas na ejaculação ou orgasmo. Em certos pacientes ocorre uma demora para manter uma ereção duradoura ou mesmo a ereção é obtida, porém, não apresenta rigidez suficiente. Outras vezes, mesmo apresentando uma ereção adequada, ocorre ejaculação precoce (ejaculação que acontece antes, durante ou pouco depois da penetração com mínima estimulação sexual).

É possível prevenir

Devemos ter em mente que manter hábitos de vida saudáveis é o melhor caminho a seguir. Na maioria das vezes, as doenças associadas à disfunção erétil são passíveis de controle e tratamento. Ter atividade física regular, evitar consumo de álcool, tabaco e drogas ilícitas, alimentar-se de forma regrada e saudável são as chaves para prevenção.

Tratamentos

Dependem das causas subjacentes. As mudanças do estilo de vida (não fumar, evitar ingerir bebidas alcoólicas, praticar atividade física, alimentar-se de forma saudável) são imprescindíveis a todos os homens. O tratamento pode ser dividido em não farmacológico (aconselhamento psicológico ou psiquiátrico), farmacológico (medicamentos que induzem a ereção) e cirúrgico.

Para as pessoas que apresentam problemas psicológicos, a psicoterapia associada ou não a medicações para depressão é recomendada, devendo ser acompanhada por um psicólogo ou psiquiatra.

Existem diversos medicamentos disponíveis que induzem a ereção ao facilitar o fluxo sanguíneo para o interior do pênis, podendo estes ser administrados diariamente, sob demanda antes das relações sexuais ou mesmo serem administrados pelo paciente por uma injeção direta no pênis. Lembrando sempre que os mesmos devem ser utilizados somente sob supervisão médica e necessitam de estimulação sexual para obter resultado.

Em casos específicos ou mesmo refratários a terapia medicamentosa, as opções cirúrgicas de próteses penianas podem ser uma opção, com resultados satisfatórios, melhorando muito a qualidade de vida do homem. É possível escolher entre próteses maleáveis (semirrígidas), articuláveis ou infláveis

Fonte: Portal da Sociedade Brasileira de Urologia

10maio/19

Por que a gonorreia precisa ser tratada imediatamente?

Gonorreia: é preciso tratá-la imediatamente

“A infecção na uretra pode se espalhar para outros órgãos do trato geniturinário e levar a estreitamento do canal uretral”

A gonorreia é uma infecção bacteriana que acomete a uretra (canal por onde sai a urina). Essa doença acontece depois de se ter uma relação sexual desprotegida com uma pessoa contaminada.

A gonorreia (também chamada de uretrite) se caracteriza por ardência ao urinar (a urina sai queimando e incomoda muito) e secreção no canal da urina de coloração amarelada, que pode manchar a cueca. Esses sintomas geralmente aparecem de 5 a 7 dias depois da relação sexual sem proteção.

A gonorreia precisa ser tratada imediatamente, pois ela pode ser transmitida para outras pessoas e pode causar sérios problemas para o paciente. A infecção na uretra pode se espalhar para outros órgãos do trato geniturinário e levar a estreitamento do canal uretral (doença chamada de estenose de uretra), condição de difícil tratamento e que pode levar a muita dificuldade para urinar e necessidade de realizar uma cirurgia no futuro.

Para se prevenir, a melhor estratégia é sempre usar camisinha na relação sexual e, ao perceber essas alterações características da doença, o paciente deve imediatamente procurar o seu urologista.

Fonte: Portal da Sociedade Brasileira de Urologia.

08maio/19

É um erro pensar que o Câncer de Próstata é uma doença apenas de idosos.

Mitos e verdades sobre o câncer de próstata

Um homem morre a cada 38 minutos pela doença

No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (13.772 casos/ano)doença representa 28,6% dos casos de câncer no homem, excetuando-se os tumores de pele não melanoma. Não é possível preveni-la, mas o diagnóstico precoce está relacionado com a diminuição da mortalidade. Para esclarecer as inúmeras dúvidas que cercam o tema, a Sociedade Brasileira de Urologia elencou alguns mitos e verdades. Confira:

O câncer de próstata é uma doença do idoso.

MITO. Apesar de o risco para a doença aumentar significativamente após os 50 anos, cerca de 40% dos casos são diagnosticados em homens abaixo desta idade. Entretanto, a doença é rara antes dos 40 anos.

PSA aumentado é sinal de que tenho câncer de próstata.

MITO. O antígeno prostático pode apresentar alterações em várias situações que não o câncer, como a hiperplasia benigna da próstata, prostatite (uma inflamação) e trauma. Por isso é importante a avaliação médica e o toque retal.

PSA baixo é sinal de que não tenho câncer de próstata.

MITO. Estima-se que o câncer de próstata está presente em 15% dos homens com níveis normais de PSA, daí a importância do toque retal.

Ter pai, irmão ou tio com a doença aumenta meu risco.

VERDADE. A hereditariedade é um dos principais fatores de risco para a doença. Um parente de primeiro grau com a doença duplica sua chance. Dois familiares com a doença aumentam essa chance em cinco vezes. Para quem tem casos na família, o recomendado pela Sociedade Brasileira de Urologia é procurar um urologista a partir dos 45 anos.

Todos os casos de câncer de próstata precisam de tratamento.

MITO. A indicação da melhor forma de tratamento vai depender de vários aspectos, como estado de saúde atual, estadiamento da doença e expectativa de vida. Em casos de tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância ativa, na qual periodicamente se faz um monitoramento da evolução da doença intervindo se houver progressão da mesma.

O câncer de próstata sempre apresenta sintomas. Então posso esperar os sintomas para procurar o médico.

MITO. Em estágio inicial, quando as chances de curam beiram 90%, a doença não apresenta qualquer sintoma. Geralmente, os principais sintomas relacionados à próstata são devido a hiperplasia prostática, crescimento benigno da glândula, como jato urinário mais fraco, sensação de urgência miccional ou de esvaziamento incompleto da bexiga, entre outros.

Pessoas da raça negra têm maior risco de desenvolver a doença.

VERDADE. Estudos apontam que afrodescendentes têm risco 60% maior de desenvolver a doença e a taxa de mortalidade é três vezes mais alta.

A reposição hormonal em casos de Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM) afeta o câncer de próstata. 

MITO. Estudos têm apontado que a terapia de reposição hormonal com testosterona não representa risco de desenvolvimento de câncer de próstata nos homens que recebem o hormônio. Nos homens que tenham sido tratados com sucesso de câncer de próstata a reposição hormonal poderá ser instituída após uma análise criteriosa dos riscos e benefícios. Homens portadores de câncer de próstata e que ainda não tenham sido tratados da doença não deverão receber terapia de reposição hormonal. Como regra, nunca se deve fazer uso de reposição de testosterona sem consultar seu médico.

O sedentarismo pode aumentar o risco para desenvolvimento do câncer de próstata.

VERDADE. O sedentarismo e a obesidade estão relacionados a alterações metabólicas que podem levar a alterações moleculares responsáveis pela gênese da neoplasia.

A atividade física regular tem um papel relevante na prevenção e no tratamento.

VERDADE. Essa prática saudável pode agir de modo protetor, e tem sido um fator modificável para o câncer de próstata por causa dos seus potenciais efeitos:

  • Fortalecimento imunológico
  • Prevenção da obesidade
  • Capacidade do exercício em modular os níveis hormonais
  • Redução do estresse

Fonte: Portal Sociedade Brasileira de Urologia.

03maio/19

Síndrome da bexiga dolorosa: o que é?

Síndrome da bexiga dolorosa: o que é?

Doença crônica que não tem cura, mas é possível controlar seus sintomas

Síndrome da bexiga dolorosa, cistite intersticial e síndrome da dor pélvica crônica são os diversos nomes atribuídos a um mesmo problema. A doença é definida como a sensação desagradável (dor, pressão, desconforto) relacionada à bexiga – principalmente quando ela está cheia.

O problema pode estar associado ou não a vários sintomas como:
– dificuldade de urinar;
– urgência urinária;
– aumento na frequência de urinar dia e noite (obrigando as pessoas a levantar-se muitas vezes à noite).

Se você tem dor pélvica crônica, infecções urinárias recorrentes ou bexiga com comportamento hiperativo que não se resolve com tratamento adequado, você pode ser mais um entre milhões de pacientes que sofrem da síndrome da bexiga dolorosa e não estar recebendo tratamento ou estar recebendo o tratamento incorreto e com isso prolongando o seu sofrimento por anos.

O problema classicamente se caracteriza por dor na bexiga, a urgência e a frequência urinária por mais de seis meses. Pode ocorrer em homens e mulheres, sendo 9 vezes mais frequente no sexo feminino. Como os sintomas são parecidos aos da cistite, mesmo com culturas de urina negativas, muitos pacientes recebem repetidos tratamentos com antibióticos para infecção urinária desnecessários, retardando o correto diagnóstico.

Cabe lembrar que, mulheres com cistite intersticial podem ter episódios de infecção urinária confirmada e assim necessitar de tratamento com antibiótico.

Característica principal é a dor

A dor é o elemento central e pode ser percebida em diversas áreas da região pélvica. Adicionalmente, a dor, que pode ser mais ou menos severa, traz muitos momentos de irritabilidade, intolerância e aflição. Muitos pacientes relatam a sensação de punhalada ou alfinetadas, outros como se a bexiga tivesse deslocada para fora da bacia.

“Se você tem dor pélvica crônica, infecções urinárias recorrentes ou bexiga com comportamento hiperativo que não se resolve com tratamento adequado, você pode ser mais um entre milhões de pacientes que sofrem da síndrome da bexiga dolorosa”

A dor pode ocorrer no ventre, na região lombar e sacra, uretra, vagina, testículos, bolsa escrotal, períneo ou ainda durante a relação sexual e ejaculação. Esta dor pode durar horas, dias, semanas, pode piorar com a ingestão de certos alimentos, bebidas e com o próprio enchimento vesical e ainda pode melhorar quando urina. Alguns pacientes relatam mais pressão do que dor.

A urgência é entendida como a necessidade de ir ao banheiro, e muitos pacientes o fazem mais de 60 vezes em 24 horas. Ir ao banheiro urinar define a necessidade de se livrar do desconforto que, certamente, determina a frequência urinária aumentada nesses pacientes.

Sabe-se que essa condição resulta em baixa qualidade de vida, com importante impacto nas atividades diárias e também no sono, nas relações sexuais, nos relacionamentos interpessoais e familiares. Resulta também em quadros de ansiedade, depressão, estresse e, em casos mais graves, de desemprego.

É importante entender que se trata de uma doença crônica cujas causas ainda não são totalmente conhecidas – apesar de serem muito estudadas. A teoria mais aceita atualmente é que este “aumento de sensibilidade vesical” seria uma manifestação de um estado de hipersensibilidade a estímulos.

Diagnóstico da doença

O correto diagnóstico da cistite intersticial costuma oferecer significativo alivio dos sintomas e melhora da qualidade de vida. Ele é feito clinicamente. Contudo, podem ser indicados exames complementares para excluírem-se doenças com sintomas semelhantes – infecção urinária, disfunções miccionais, cálculos urinários (renais ou na bexiga), endometriose, infecção ginecológica e alguns tipos de cânceres urológicos.

“Tente identificar e controlar fatores que façam os sintomas aparecerem ou piorarem – chamamos de ‘fatores desencadeantes”

Não existe nenhum exame específico que vá confirmar com total certeza este diagnóstico e muitas vezes leva-se tempo até a conclusão. Na maioria das vezes são necessárias paciência e disciplina, pois o diagnóstico é estabelecido conforme o quadro clínico se desenvolve. Por se tratar de uma doença crônica, ainda não há cura, e sim opções para controle dos sintomas.

A característica marcante é a evolução em períodos de crise e períodos de calmaria (remissão). Este entendimento é essencial e a educação e promoção da autonomia do paciente é o passo inicial e a base para o sucesso do tratamento.

O primeiro passo é entender sobre esta condição. Pesquise (porém, tenha cuidado nas fontes que você encontrará na internet – certifique-se de que a fonte é confiável), pergunte ao seu médico, esclareça dúvidas. Converse com outras pessoas que também estão passando por esta situação (os grupos de apoio são excelentes). Existem muitos casos como o seu (muito mais do que você imagina).

Tratamentos

Em relação ao tratamento, pense em uma escada, com diversos degraus. Assim consideramos o tratamento, com diversas opções que podem ser utilizadas em diversos momentos – pense em evoluir no tratamento como subir os degraus de uma escada, um de cada vez.

Tente identificar e controlar fatores que façam os sintomas aparecerem ou piorarem – chamamos de “fatores desencadeantes”. Os principais são: estresse, hábitos alimentares (bebidas alcoólicas, bebidas e alimentos contendo cafeína, alimentos apimentados ou cítricos, refrigerantes, soja), cigarro e relações sexuais.

Assuma o controle. Você vai aprender a identificar a crise e seu médico irá orientá-lo como tratar incialmente os sintomas. Técnicas de relaxamento e redução de estresse têm se mostrado benéficas, tendo em vista que a principal causa das crises ainda é o estresse. Por exemplo, você pode tentar meditação, ioga, pilates, fisioterapia para relaxamento pélvico ou psicoterapia.

Evite os alimentos e hábitos que você relaciona à piora dos sintomas! Como demais opções, existem medicamentos orais, intravesicais (colocados dentro da bexiga) e, em último caso, tratamento cirúrgico. Lembre-se de que sempre há opções (pense nos degraus da escada do tratamento) e, se um tratamento não está sendo completamente eficaz para você, o seu médico poderá mudar a abordagem e adotar outra opção – e ele discutirá com você isso a cada consulta de revisão.

A abordagem desta condição é extremamente individualizada e pessoal. Não se trata do “melhor remédio”, “do melhor tratamento”, e sim “do melhor remédio e do melhor tratamento para você”.

Fonte: Portal da SBU – Sociedade Brasileira de Urologia

 

29abr/19

Câncer de Rim
O câncer de rim é o terceiro mais frequente do aparelho genitourinário e representa aproximadamente 3% das doenças malignas do adulto. Estatísticas americanas estimam uma incidência anual em torno de 51 mil novos casos, sendo responsável por aproximadamente 13 mil mortes/ano em 2007. O câncer de rim é também conhecido como hipernefroma ou adenocarcinoma renal. O mais frequente é o câncer renal de células claras, sendo responsável por 85% dos tumores diagnosticados.

O câncer de rim geralmente acomete indivíduos entre os 50 e 70 anos de idade, sendo duas vezes mais frequente nos homens que nas mulheres.

Aproximadamente 54% dos tumores renais diagnosticados hoje estão confinados ao rim, 20% são localmente avançados (acometendo gânglios regionais próximos ao rim) e 25% já apresentam metástases da doença, principalmente para os pulmões, fígado e ossos.

São conhecidos alguns fatores de risco para o câncer renal, dentre eles:

Tabagismo.
Obesidade.
Hipertensão.
História familiar da doença.
Doença de Von Hippel-Lindau e diálise.
Diagnóstico

De 6% a 10% dos pacientes apresentam dor no flanco, sangue na urina e massa abdominal palpável. No entanto, a forma mais frequente de diagnóstico são os achados incidentais em exames de rotina como a ultrassonografia do abdômen.

O diagnóstico definitivo da doença é feito por meio da ultra-sonografia e da tomografia computadorizada do abdômen.

A tomografia, além de fazer o diagnóstico da doença, é bastante útil no seu estadiamento (verificação da extensão para outros órgãos) e no planejamento da terapêutica mais adequada.

A radiografia de tórax serve para avaliar o acometimento dos pulmões, sendo que em alguns casos ela pode ser utilizada para uma avaliação mais minuciosa.

A ressonância nuclear magnética é raramente utilizada na avaliação destes tumores, e só é realizada em situações muito específicas.

A biópsia renal pré-operatória normalmente não é realizada, e só é necessária em situações excepcionais, a fim de se diferenciar lesões malignas de benignas, as quais não necessitariam de tratamento.

Os fatores prognósticos mais importantes em câncer de rim, que auxiliam no planejamento terapêutico e no seguimento da doença, são:

Estágio clínico.
Obesidade.
Graduação histológica (grau de Fuhrman).
Tipo histológico.
Estado clínico do paciente (“performance status”).
Para que se possa fazer um adequado planejamento terapêutico, o performance status é fundamental para o tipo de procedimento bem como poderá determinar a resposta ao tratamento. Os demais fatores prognósticos referem-se todos ao volume de tumor existente no momento do diagnóstico e à agressividade que certos tumores exibem.

Tratamento

A cirurgia é o único tratamento curativo definitivo para o câncer de rim. A nefrectomia radical, ou seja, a retirada em bloco do rim com seus revestimentos (fascia de gerota), glândula adrenal (somente em grandes tumores ou no pólo superior do rim) e linfonodos regionais é o tratamento tradicional para os tumores do rim.

No entanto, com a evolução dos meios diagnósticos e os achados cada vez mais precoces de pequenas massas renais, a nefrectomia radical, em boa parte dos casos, não é mais indicada, devendo-se optar pela nefrectomia parcial. Este tipo de tratamento consiste na retirada do tumor com pequena margem de segurança, preservando-se desta forma o restante do parênquima renal.

Os resultados oncológicos da cirurgia parcial são semelhantes ao da nefrectomia radical para casos selecionados de tumores menores que 4 centímetros, menos agressivos, podendo inclusive ser aplicada para tumores maiores desde que em situação anatômica favorável.

A nefrectomia radical laparoscópica é um método novo que pode ser aplicado no tratamento do câncer renal oferecendo os mesmos índices de cura da cirurgia aberta. Entre as vantagens está o fato de ser um método menos invasivo, com menor morbidade e menor tempo de internação, além da vantagem estética (pequenos furos ao invés da grande cicatriz da cirurgia aberta).

É possível utilizar a cirurgia laparoscópica para a realização da nefrectomia parcial, porém em casos bastante selecionados, e com índices de complicação ainda superiores aos da cirurgia aberta.

Vale ainda mencionar os métodos de tratamento para o câncer de rim que levam à destruição tumoral por meio do congelamento (crioterapia) ou do calor (radiofrequência) e os métodos minimamente invasivos a partir da utilização de agulhas, indicados em situações especiais.

Nos pacientes que apresentam doença avançada, com metástases à distância, existem formas de tratamento sistêmico com imunoterapia (interferon ou interleucina) ou com o uso de drogas inibidoras da angiogênese. Esses medicamentos, associados ou não ao tratamento cirúrgico, podem levar ao controle e à regressão da doença.

O tumor de rim responde de forma muito ruim aos tratamentos quimioterápicos e à radioterapia. As únicas modalidades que apresentam respostas objetivas comprovadas são a imunoterapia com interferon ou interleucina com respostas modestas e alta toxicidade. Mais recentemente surgiram as drogas inibidoras da angiogênese, que têm demonstrado índices de resposta muito promissores, sendo a principal opção terapêutica nos pacientes com doença metastática.

Fonte: Hospital Sirio Libanes

24abr/19

Porque o Adolescente Masculino deve ir ao Urologista?

É necessário orientar os pais que, assim como as meninas vão ao ginecologista no início da puberdade, é preciso também levar o menino ao urologista. O adolescente do sexo masculino no Brasil encontra-se desamparado na sua avaliação médica, sem ações preventivas de doenças e sem orientação especializada quanto à promoção de saúde. Sua ida ao médico ocorre na vigência de doenças e muitas vezes apenas ao serviço de pronto socorro, é chegada a hora da sociedade como um todo mudar o comportamento que vem tendo com a saúde do jovem brasileiro, criando, ainda que de forma paulatina, uma cultura de trazer ao consultório médico o adolescente masculino. Isso também afetará de uma maneira positiva a forma como o homem adulto se relacionará com o seu urologista no futuro, com menos preconceitos e mais naturalidade”.

Muitos associam a ida ao urologista apenas após os 50 anos devido aos exames da próstata. Mas o urologista está apto para tratamentos de problemas detectados desde o nascimento, como testículos ausentes da bolsa testicular, alterações na anatomia e função do trato urinário, passando por doenças que se apresentam tipicamente na adolescência, como a varicocele, até chegar ao homem adulto, em que se destacam tipicamente os problemas relacionados à próstata, especialmente após os 50 anos.

Entre as doenças urológicas mais comuns nessa faixa-etária estão a varicocele, o tumor no testículo, as doenças sexualmente transmissíveis nos jovens que já iniciaram a vida sexual e as inflamações na glande do pênis. O urologista poderá também esclarecer sobre as modificações do corpo inerentes a esta fase da vida, orientar sobre a prevenção da gravidez indesejada, assim como conversar sobre as dúvidas corriqueiras na adolescência, como a ejaculação precoce e o tamanho do pênis. Há muitos produtos que o jovem usa na academia sem qualquer orientação médica e não sabe que no futuro isso poderá lhe causar infertilidade e até mesmo problemas na saúde em geral.

Entenda os principais problemas:

Varicocele – é a dilatação das veias nos testículos. É a causa mais comum, conhecida e tratável de infertilidade masculina: acomete em torno de 35% dos homens com infertilidade primária e 80% com infertilidade secundária, embora esteja presente em aproximadamente 20-25% da população masculina em geral. Assintomática, a doença é geralmente detectada em consulta de rotina pelo exame físico dos genitais e, quando necessário, corrigida por microcirurgia.

Tumor no testículo – é o câncer mais comum em homens entre os 20 e 40 anos. O principal sintoma do câncer testicular é o aumento do volume da bolsa escrotal ou a palpação de um “caroço” no testículo. Os fatores de risco são história prévia de criptorquia (crianças que nascem sem que o testículo tenha “descido” para dentro da bolsa escrotal), principalmente quando a criptorquia não foi corrigida ou foi corrigida tardiamente (após os 2 anos). Outros fatores de risco incluem a história familiar de tumores no testículo e a exposição a alguns tipos de substâncias químicas. Hoje em dia mais de 95% dos tumores testiculares são curáveis. Mas é importante todo homem e todos os pais e mães de crianças do sexo masculino prestarem atenção a um eventual aumento do volume da bolsa escrotal. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maior a probabilidade de cura com tratamentos mais simples.

Balanopostite – é o processo inflamatório mais frequente que ocorre no pênis. É uma inflamação conjunta da glande e prepúcio (balanite é inflamação da glande; postite é inflamação do prepúcio). A causa mais comum é uma infecção fúngica aguda causada pela candida albicans. Não é considerada uma doença sexualmente transmissível, pois pode-se desenvolver sem a realização de penetração, embora o casal possa compartilhar a cândida durante o ato sexual. O tratamento é feito com cremes tópicos associados à medicação via oral.

Ejaculação precoce – segundo a Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), é caracterizada pela ejaculação que ocorre sempre, ou quase sempre, quando o tempo desde a penetração vaginal até a ejaculação passa a ser insatisfatório para o homem ou para o casal. No jovem, a causa costuma estar relacionada à ansiedade e à inexperiência do ato sexual. O tratamento é realizado basicamente por meio de psicoterapia sexual (podendo ser do tipo comportamental) e de farmacoterapia.

Fonte: Portal SBU – Sociedade Brasileira de Urologia

 

22abr/19

PSA aumentado é sinal de câncer de próstata?

Mitos e verdades sobre o câncer de próstata

No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (13.772 casos/ano)doença representa 28,6% dos casos de câncer no homem, excetuando-se os tumores de pele não melanoma. Não é possível preveni-la, mas o diagnóstico precoce está relacionado com a diminuição da mortalidade. Para esclarecer as inúmeras dúvidas que cercam o tema, a Sociedade Brasileira de Urologia elencou alguns mitos e verdades. Confira:

O câncer de próstata é uma doença do idoso.

MITO. Apesar de o risco para a doença aumentar significativamente após os 50 anos, cerca de 40% dos casos são diagnosticados em homens abaixo desta idade. Entretanto, a doença é rara antes dos 40 anos.

PSA aumentado é sinal de que tenho câncer de próstata.

MITO. O antígeno prostático pode apresentar alterações em várias situações que não o câncer, como a hiperplasia benigna da próstata, prostatite (uma inflamação) e trauma. Por isso é importante a avaliação médica e o toque retal.

PSA baixo é sinal de que não tenho câncer de próstata.

MITO. Estima-se que o câncer de próstata está presente em 15% dos homens com níveis normais de PSA, daí a importância do toque retal.

Ter pai, irmão ou tio com a doença aumenta meu risco.

VERDADE. A hereditariedade é um dos principais fatores de risco para a doença. Um parente de primeiro grau com a doença duplica sua chance. Dois familiares com a doença aumentam essa chance em cinco vezes. Para quem tem casos na família, o recomendado pela Sociedade Brasileira de Urologia é procurar um urologista a partir dos 45 anos.

Todos os casos de câncer de próstata precisam de tratamento.

MITO. A indicação da melhor forma de tratamento vai depender de vários aspectos, como estado de saúde atual, estadiamento da doença e expectativa de vida. Em casos de tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância ativa, na qual periodicamente se faz um monitoramento da evolução da doença intervindo se houver progressão da mesma.

O câncer de próstata sempre apresenta sintomas. Então posso esperar os sintomas para procurar o médico.

MITO. Em estágio inicial, quando as chances de curam beiram 90%, a doença não apresenta qualquer sintoma. Geralmente, os principais sintomas relacionados à próstata são devido a hiperplasia prostática, crescimento benigno da glândula, como jato urinário mais fraco, sensação de urgência miccional ou de esvaziamento incompleto da bexiga, entre outros.

Pessoas da raça negra têm maior risco de desenvolver a doença.

VERDADE. Estudos apontam que afrodescendentes têm risco 60% maior de desenvolver a doença e a taxa de mortalidade é três vezes mais alta.

A reposição hormonal em casos de Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM) afeta o câncer de próstata.

MITO. Estudos têm apontado que a terapia de reposição hormonal com testosterona não representa risco de desenvolvimento de câncer de próstata nos homens que recebem o hormônio. Nos homens que tenham sido tratados com sucesso de câncer de próstata a reposição hormonal poderá ser instituída após uma análise criteriosa dos riscos e benefícios. Homens portadores de câncer de próstata e que ainda não tenham sido tratados da doença não deverão receber terapia de reposição hormonal. Como regra, nunca se deve fazer uso de reposição de testosterona sem consultar seu médico.

O sedentarismo pode aumentar o risco para desenvolvimento do câncer de próstata.

VERDADE. O sedentarismo e a obesidade estão relacionados a alterações metabólicas que podem levar a alterações moleculares responsáveis pela gênese da neoplasia.

A atividade física regular tem um papel relevante na prevenção e no tratamento.

VERDADE. Essa prática saudável pode agir de modo protetor, e tem sido um fator modificável para o câncer de próstata por causa dos seus potenciais efeitos:

Fortalecimento imunológico
Prevenção da obesidade
Capacidade do exercício em modular os níveis hormonais
Redução do estresse

Fonte: SBU – Portal Sociedade Brasileira de Urologia.

17abr/19

Como evitar o xixi na cama?

 

Doença atinge 15% das crianças acima de 5 anos

Fazer xixi na cama após os 5 anos é uma doença que atinge cerca de 15% das crianças.

Se seu filho faz parte desse número, não o reprima, procure ajuda médica para tratá-lo. Punir a criança pode piorar ainda mais seus sintomas e sua qualidade de vida. Conheça mais a doença chamada de enurese noturna.

– O que é enurese noturna?

Enurese é a perda involuntária de urina durante o sono após os 5 anos.

“44% das crianças cujo um dos pais teve enurese e 77% daquelas que ambos os pais tiveram enurese terão enurese”

– Poderia explicar quais são os tipos de enurese noturna?

Classificação da Enurese

* Quanto ao tempo de início

Primária: Quando a criança sempre teve enurese.

Secundária: Quando a criança ficou pelo menos 6 meses sem apresentar enurese e voltou a apresentar.

* Quanto aos sintomas

Monossintomática: O único sintoma é a enurese.

Não monossintomática: Quando, além da enurese, a criança apresenta outros sintomas miccionais, como urgência, incontinência, etc.

– Quando procurar um médico para auxílio?

Se, após os 5 anos, a criança ainda apresentar enurese.
– Quais são as causas da enurese noturna?

A enurese tem causas multifatoriais, sendo as principais:

* Genética: 44% das crianças cujo um dos pais teve enurese e 77% daquelas que ambos os pais tiveram enurese terão enurese.

* Poliúria Noturna: Algumas crianças com enurese apresentam uma alteração na secreção noturna do ADH (Hormônio Antidiurético) e terão a produção de urina aumentada durante a noite.

* Hiperatividade Vesical Noturna: Algumas crianças apresentam contrações involuntárias da bexiga durante o sono, que causam a perda de urina.

* Distúrbios do Sono e Despertar: Criança com enurese tem dificuldade de despertar, não acordando com os sinais da bexiga cheia ou com a contração da mesma (hiperatividade vesical).

– Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito, basicamente, através de uma história clínica bem detalhada, quando o médico obtém os dados e detalhes dos sintomas da crianças e com uso de um instrumento chamado Diário Miccional, no qual se avalia o padrão miccional da criança durante o dia e o volume que ela urina durante a noite.
– Quais são os tratamentos existentes hoje em dia para o problema?

O tratamento da enurese deve ser individualizado, sendo que cada criança, dependendo do tipo de enurese que apresenta, responderá melhor a um tipo de tratamento. É importante lembrar que a resposta ao tratamento da enurese é lenta e o envolvimento e participação tanto da criança quanto da família são extremamente importantes para o sucesso.

* Tratamento Comportamental: Feito em todas as crianças em conjunto com os outros tratamentos. Baseia-se na mudança de alguns hábitos, como a redução da ingestão de líquidos à noite e aumento da ingestão no início do dia, orientação para urinar em intervalos regulares de cerca de 3 horas durante o dia, ao acordar e antes de dormir; reduzir o consumo de alimentos que contêm cafeína e alimento cítricos; reduzir o consumo de sal, principalmente no final do dia. Além disso, usa-se um instrumento chamado de Diário de Noites Secas, no qual os episódios de enurese são anotados. Esse diário, além de estimular a criança, serve para controle do tratamento.

* Tratamento de Condicionamento (Alarme): Uso de um dispositivo de alarme, que é colocado próximo à cabeceira da cama da criança e que contém um sensor de umidade colocado dentro da roupa íntima ou como um pequeno tapete sob o lençol. Esse sensor de umidade, quando molhado, aciona e dispara o alarme para acordar a criança, que ao longo do tempo de uso será condicionada a perceber a bexiga cheia e não mais terá episódios de enurese.

* Tratamento Medicamentoso: O principal medicamento disponível no mercado é a desmopressina, que age diminuindo a produção de urina durante a noite, portanto age melhor nas crianças com poliúria noturna.

Outros medicamentos, como os anticolinérgicos, têm resultados ruins, mas podem ser usados naqueles casos em que a criança apresenta enurese não monossintomática, com sintomas de urgência. Os antidepressivos tricíclicos, como a Imipramina, apresentam resultados muito ruins e têm risco de intoxicação se usados em doses erradas, portanto, são raramente indicados.

Fonte: SBU – Portal Sociedade Brasileira de Urologia.