10fev/21

Você sabe o que é ESTENOSE de URETRA?

A uretra é o canal que conduz a urina armazenada na bexiga para fora do corpo. No homem, o canal também recebe as secreções da próstata, dos testículos e das vesículas seminais.
Assim, transporta o líquido espermático para fora do corpo com a finalidade de permitir a fertilização dos óvulos femininos.

A Estenose de uretra, popularmente conhecida como uretra estreita, é o nome dado ao estreitamento do canal da uretra, levando a uma série de sintomas urinários.

Os primeiros sintomas, em geral, são a redução do jato urinário, ardência ao urinar, dificuldade e esforço ao urinar, gotejamento e sensação de esvaziamento incompleto. Entretanto, esses sintomas não são exclusivos dessa patologia. Podem acontecer na hiperplasia da próstata e outras condições.

Uma das complicações da estenose é causar retenção de parte da urina na bexiga, esse resíduo pode causar infecções urinárias de repetição, cálculos vesicais (na bexiga), prostatites (infecção na próstata), orquites (infecção dos testículos) e pielonefrites (infecções dos rins).

Em casos avançados, podem levar à falência da musculatura da bexiga e à insuficiência renal. Por isso seu tratamento é mandatório.

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Em caso de dúvida procure sempre um médico especialista.

➡ Uroclínica Umuarama
Rua Antonio Ostrenski, 3831 – Umuarama – PR
☎ (44) 3622-1886 – Whatsapp https://bit.ly/2XHYEfY – 44 9841-5960
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03fev/21

Sangue na Ejaculação: devo me preocupar?

Durante a relação sexual você notou que a ejaculação contou com um fator diferente: sangue. Essa descoberta gera ansiedade e medo em você e em sua (o) parceira (o), mas o que fazer?

Se você tem menos de 40 anos, as causas geralmente estão associadas a infecções, e apesar de não ser maligno, merece atenção e avaliação de um médico.
Porém se a sua idade é maior, é um sinal de alerta, sendo imprescindível buscar atendimento do urologista, que fará uma investigação detalhada.

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27jan/21

Já tive pedras no rim, será que posso ter denovo?

 A resposta é sim! Todo indivíduo que já teve uma vez o problema é um forte candidato a ter novamente. Essa chance chega a mais de 50% em 10 anos. Evitar a recorrência dos cálculos renais pode não ser uma tarefa fácil.

.➡ Uma vez diagnosticado que você tem cálculo renal, o primeiro passo é determinar, por meio de exames, o tamanho dos cristais presentes em seu rim. Dependendo do tamanho, local e sintomas, o tratamento poderá variar entre medicamentos e em alguns casos cirurgia.

➡ Sempre recomendo aos meus pacientes alguns cuidados para evitarem de ter o problema novamente:
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➖Ingerir muito líquido ao longo do dia para hidratar o organismo; incluir na dieta água e sucos cítricos
➖Procurar manter uma dieta saudável, sem excessos de proteínas, mas ponderada em carboidratos
➖Ter uma alimentação com pouco sal, se atentar ao sódio que já bem nos industrializados e não apenas ao sódio do saleiro
➖Em alguns casos uso de medicamentos preventivos, o que varia caso a caso principalmente após os exames de avaliação metabólica.

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21jan/21

Qual a relação entre Fimose e Câncer de Pênis?

A fimose é um dos grandes fatores de risco para a ocorrência de câncer de pênis!

➡ Mas o que é fimose, afinal? É uma condição em que o anel prepucial é mais apertado, tornando impossível o ato de puxar o orifício para colocá-lo sobre a glande peniana. Isso acaba diminuindo a exposição do órgão.

➡ Uma das causas mais expressivas do câncer de pênis diz respeito ao acúmulo de micro-organismos (tais como bactérias e vírus) e demais componentes oleosos na glande, ou melhor, na região que fica aos arredores da cabeça do pênis. Essa secreção, conhecida pela comunidade médica como esmegma, gera uma inflamação local que altera a atividade das células, sendo este um fator de risco elevado para o surgimento de tumores no pênis. E é também daí que vem a relação entre a doença e a fimose.

➡ Muitos homens, apesar de perceberem esse problema, não vão ao médico realizar o diagnóstico e tratamento necessários. Não caia nesse erro. Mantenha o acompanhamento urológico para assegurar sua saúde e seguir medidas de prevenção! O câncer de pênis pode colocar o órgão sexual e até mesmo a vida em risco.

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13jan/21

Sódio ou Cálcio

➡ Em 90% dos casos, o cálculo renal é provocado por distúrbios metabólicos. Os distúrbios metabólicos mais comuns são o baixo volume urinário, a hipercalciúria – caracterizada pelo excesso de cálcio na urina, a hiperuricosúria – excesso de ácido úrico, e a hipocitratúria – diminuição do citrato, substância que impede que os cristais se agreguem levando à sua precipitação.
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➡ Ao ingerir muito sódio, será preciso eliminá-lo pela urina. O rim tem um transportador que ao eliminar o sódio, excreta também o cálcio. Então, a pessoa acaba tendo hipercalciúria porque come muito sal.
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➡A recomendação geral é que quem tem histórico familiar de cálculo renal e propensão a ter o problema deve beber grande volume de água por dia, a fim de manter débito urinário acima de 2 litros, e aumentar o consumo de ácido cítrico e reduzir o consumo de carne e sal. O sódio deve ficar restrito a 3g por dia. E o cálcio deve ser ingerido de forma balanceada, sem grande excessos ou restrições.
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➡ Uma vez que se faça o diagnóstico metabólico e a abordagem terapêutica, seja ela comportamental ou medicamentosa, o número de cálculo reduz. Em raros casos a diminuição de cálcio está indicada. Pelo contrário, na maioria das pessoas, a redução da ingesta de cálcio aumenta o risco da formação de cálculos de oxalato de cálcio.

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05ago/20

Como evitar ISTs e a gravidez indesejada?

Com o início da vida sexual o jovem se depara com uma série de responsabilidades e escolhas que podem repercutir por toda a sua vida. As principais preocupações, tanto dos pais e profissionais da saúde quanto dos próprios jovens, são a exposição a infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e a gravidez indesejada.

Nas últimas décadas, com a melhora no tratamento para o HIV, mesmo sem a cura, a maioria dos pacientes infectados passaram a apresentar menos sintomas e repercussões da doença. Com isso a preocupação com o uso de preservativo tanto masculino quanto feminino diminuiu e, por esse ser o principal método para a prevenção das ISTs, temos observado um grande aumento no número de casos.

As principais doenças são:

– HIV,

– sífilis,

– uretrites (popularmente conhecida como gonorreia),

– HPV (responsável pelas verrugas genitais e maior risco de neoplasia), entre outras.

Os sintomas das ISTs são variáveis, causando desde pequenas alterações genitais quase imperceptíveis até graves sequelas. O jovem deve estar atento para o surgimento de sintomas como dor ao urinar, secreção pela uretra (purulenta ou tipo clara de ovo), úlceras e feridas genitais (com ou sem dor), verrugas e até a dor testicular, resultado da inflamação/infecção do testículo e das estruturas vizinhas muito associada às ISTs.

As ISTs podem ser assintomáticas e mesmo assim ser transmitidas pelo ato sexual sem preservativo, podem ficar anos sem causar sintomas ou levar a sequelas apenas em longo prazo. Elas podem causar infertilidade (impossibilidade de ter filhos), aumento do risco de câncer de colo do útero e até mesmo sequelas para o feto, caso uma gravidez ocorra.

O sexo desprotegido expõe o jovem às doenças independentemente da forma como o sexo é praticado, com transmissões acontecendo pelo sexo oral, anal ou vaginal.

Gravidez indesejada

Outro aspecto importante a ser considerado é a possibilidade de gravidez em um período da vida no qual o adolescente é, em grande parte, dependente dos familiares. A gravidez, sem o devido planejamento familiar, pode prejudicar a formação educacional, forçar o jovem a iniciar precocemente no mercado de trabalho, impedindo muitos de realizarem seus objetivos profissionais e de vida.

O descobrimento da sexualidade e dos riscos que essa nova etapa traz consigo não pode ser ignorado, muito menos tratado como tabu. O uso do preservativo não pode ser dispensado nunca – ISTs não escolhem classe econômica, religião ou cor – e seu uso protege o jovem, sua parceira e seu futuro.

Fonte: Portal SBU – Sociedade Brasileira de Urologia

08jul/20

O que fazer quando o Jato de Urina fica reduzido?

HPB afeta cerca de 50% dos homens acima de 50 anos

Doença pode causar redução do jato urinário, esforço para iniciar a micção, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e necessidade de urinar várias vezes à noite

A hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma condição muito prevalente entre os homens. Essa alteração apresenta relação direta com o envelhecimento, presença de hormônios sexuais e genética. Cerca de 50% dos indivíduos acima de 50 anos terão HPB. Aos 90 anos, essa condição afeta cerca de 80% dos pacientes.

Embora tenha alta prevalência, nem todos os portadores de HPB apresentam sintomas clínicos. Cerca de metade dos pacientes apresentará alguma queixa decorrente dessa doença, e aproximadamente 30% dos homens necessitarão realizar algum tipo de tratamento para HPB no decorrer de sua vida.

“Cerca de metade dos pacientes apresentará alguma queixa decorrente dessa doença, e aproximadamente 30% dos homens necessitarão realizar algum tipo de tratamento para HPB no decorrer de sua vida”

O crescimento da próstata leva a obstrução de saída da bexiga e consequente redução do fluxo urinário – esse mecanismo é o responsável pelo aparecimento dos sintomas. As principais queixas desses pacientes são redução do jato urinário, esforço para iniciar a micção, gotejamento terminal, micção intermitente, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e necessidade de urinar várias vezes à noite.

Através de perguntas direcionadas, definidas por questionários específicos, o urologista quantifica a gravidade da doença, permitindo com isso uma análise objetiva do impacto na qualidade de vida do paciente. Após o diagnóstico clínico, podemos lançar mão de alguns métodos para avaliação complementar, como ecografia, exames laboratoriais e urofluxometria. Toda essa sequência é realizada no intuito de obter uma avaliação global do paciente, auxiliando na escolha do melhor tratamento para cada caso.

Atualmente, diversas opções de tratamento estão disponíveis, desde modificações dos hábitos de vida até procedimentos cirúrgicos invasivos. A escolha do melhor tratamento é realizada individualmente, de acordo com a intensidade das queixas, tamanho da próstata e comorbidades do paciente.

No tratamento inicial, além de mudanças de hábito de vida, deve-se avaliar o uso de medicamentos. Esses são capazes de relaxar a saída da bexiga, reduzir o tamanho da próstata e inibir as contrações exageradas da bexiga. A escolha da medicação depende de vários fatores, sendo que, em determinadas situações, faz-se necessário o uso de mais de um remédio.

A resposta ao tratamento clínico deve ser avaliada no decorrer de semanas a meses, variando conforme o medicamento utilizado. Na falha dessa abordagem ou em caso de recusa do paciente, dispomos de alguns procedimentos cirúrgicos que visam a desobstruir a saída da bexiga (uretra prostática), permitindo um fluxo urinário facilitado e consequente melhoria dos sintomas.

Atualmente, os procedimentos cirúrgicos estão cada vez mais avançados, pois o desenvolvimento de novas tecnologias permite um tratamento menos invasivo, mais rápido e seguro. Diversos procedimentos estão disponíveis. Esses podem ser realizados por via endoscópica (pela uretra), laparoscópica ou aberta. Podem ser realizados com aparelhos de eletrocautério convencionais ou laser, sendo esse último uma abordagem mais recente e com menores sangramentos.

O urologista é o profissional mais qualificado para conduzir pacientes com HPB, visto que, juntamente com o paciente, é capaz de decidir qual o melhor momento e a melhor forma de tratamento indicado para determinado caso. Essa avaliação é de grande valia, pois a HPB é uma doença progressiva e pode resultar na falência da bexiga (bexiga fraca), acarretando assim sérias complicações e dificultando ainda mais o tratamento do paciente.

Portanto, a avaliação urológica precoce e rotineira deve ser fortemente encorajada, pois o atraso no tratamento pode levar a sérias complicações, tornando cada vez mais difícil o tratamento desses pacientes. Além disso, esse atraso pode acarretar alterações irreversíveis no sistema urinário.

Fonte: Portal da Sociedade Brasileira de Urologia

01jul/20

Condições de trabalho podem afetar a qualidade do esperma?

As mulheres têm adiado cada vez mais os planos de gravidez devido à dedicação à profissão e à espera de estabilidade econômica. Nota-se um grande aumento na procura pela técnica de congelamento de óvulos.

Enquanto os homens possuem uma fábrica constante de espermatozoides, as mulheres já nascem com todos os seus óvulos e não os produzem ao longo da vida. Portanto os óvulos envelhecem com elas e há uma perda de qualidade dos mesmos com o decorrer dos anos devido ao acúmulo dos efeitos do meio ambiente sobre os óvulos já produzidos no início da vida da mulher. Além disso, após os 35 anos de vida, os óvulos apresentam maiores chances de alterações genéticas a cada ano, aumentando a probabilidade de gestação de crianças com síndromes e malformações e também as chances de abortos.

Desde o surgimento das técnicas de vitrificação, o congelamento de óvulos tem atingido resultados de sobrevida de aproximadamente 90% e tem sido visto pelas mulheres como uma possibilidade de postergar os planos de gravidez. Porém a grande maioria procura o tratamento somente após os 35 anos, quando a qualidade dos óvulos já inicia uma perda gradual ao longo dos anos.

“(…) a maioria das mulheres que procura a técnica acredita que o congelamento dos óvulos garante uma futura gestação, mas a realidade é que o congelamento não garante gestação”

Muito importante frisar que a maioria das mulheres que procura a técnica acredita que o congelamento dos óvulos garante uma futura gestação, mas a realidade é que o congelamento não garante gestação, assim como qualquer tratamento de reprodução assistida.

As indicações do congelamento de óvulos geralmente são:

Pacientes com câncer que iniciarão tratamentos como quimioterapia ou radioterapia, que podem causar infertilidade
Adiamento da gravidez (preservação de fertilidade)
Acúmulo de óvulos para futura extração de espermatozoides do marido
Programa de doação compartilhada de óvulos
Pacientes em tratamento de fertilização in vitro que não desejam utilizar todos os óvulos coletados
Em relação ao número de óvulos ideal para o congelamento, varia de acordo com a idade da mulher no momento do congelamento, mas para pacientes com menos de 35 anos estima-se um mínimo de dez óvulos maduros congelados. Para pacientes com 35 ou mais, os números devem ser individualizados de acordo com a idade.

Uma dúvida comum entre as mulheres é o prazo de validade do congelamento. Uma vez congelados, os óvulos podem permanecer no nitrogênio líquido por tempo indeterminado, mantendo a “idade” que tinham ao serem congelados.

Estudos recentes mostram taxas de gestação clínica com óvulos descongelados semelhantes às taxas com óvulos frescos. De acordo com um estudo europeu com óvulos doados descongelados, as taxas de sucesso em pacientes jovens atingiram 50% de chances de gestação clínica.

Congelamento seminal

O congelamento seminal é a maneira mais eficaz de preservar os gametas masculinos para uso posterior. Há diversas razões para um homem optar por congelar seus espermatozoides:

Cirurgias no aparelho reprodutor que podem comprometer a produção espermática (ex: vasectomia, varicocelectomia, prostatectomia, entre outras)
Tratamento oncológico envolvendo radioterapia e/ou quimioterapia
Ambientes de trabalho que afetam negativamente a qualidade espermática: ambientes com altas temperaturas (ex. fornos de alta temperatura) e diferentes pressões (ex. mergulhadores profissionais), presença de metais pesados e/ou solventes orgânicos (ex. metalúrgicos e pintores) e locais com radiações (ex. médicos radiologistas)
Prática de atividade física em excesso (ex. ciclistas profissionais)
Cirurgia de derivação do trato intestinal (ex. Fobi-Capella) para tratamento da obesidade mórbida
Armazenamento de espermatozoides obtidos cirurgicamente (aspiração/biópsia de testículo/epidídimo)
As amostras congeladas podem ficar armazenadas por tempo indeterminado, sendo descongeladas quando o paciente optar por utilizá-las em algum tratamento de reprodução assistida. De acordo com a qualidade do sêmen e a quantidade de amostras disponíveis, o médico responsável pode indicar um tratamento de baixa complexidade (inseminação intrauterina – IIU) ou de alta complexidade (injeção intracitoplasmática de espermatozoides – ICSI ou fertilização in vitro clássica – FIV).

A técnica mais utilizada nos laboratórios para se congelar uma amostra é a criopreservação no vapor de nitrogênio líquido, que tem este nome pois envolve o uso de temperaturas extremamente baixas. Cada amostra é cuidadosamente identificada, assegurando a precisão e a confiabilidade. É efetuada uma análise seminal completa em uma pequena alíquota e o restante da amostra é resfriado gradativamente após a adição de um diluente protetor (até atingir -100°C). No final do resfriamento a amostra é armazenada no nitrogênio líquido a -196°C.

Cerca de 25-50% de espermatozoides não sobrevivem ao processo de criopreservação. Várias técnicas têm sido estudadas para diminuir este percentual.

Para otimizar as chances de uma futura fertilização, recomenda-se que sejam congelados, no mínimo, três ejaculados com intervalos estipulados pelo médico responsável. Esse número pode ser maior ou menor de acordo com a qualidade da amostra seminal.

As taxas de gravidez utilizando-se o sêmen criopreservado variam conforme a técnica de reprodução assistida utilizada e a qualidade da amostra após o descongelamento. A utilização do sêmen criopreservado não acarreta aumento de complicações na gravidez ou no parto e não oferece qualquer risco genético adicional.

Fonte: Portal da Sociedade Brasileira de Urologia

24jun/20

Como evitar a infecção urinária recorrente?

Infecção urinária baixa recorrente, chamada no meio médico de cistite de repetição, é mais comum entre as mulheres. Isso se dá, entre outras coisas, por elas terem a uretra mais curta e mais próxima ao ânus. Estimativas apontam que metade das mulheres vai apresentar pelo menos um episódio de infecção urinária durante a vida. Fazer a higiene local da forma correta é fundamental para reduzir a contaminação e diminuir as chances de infecção.

Hábitos higiênicos são úteis à saúde de modo geral e certamente oferecem benefícios à qualidade de vida. Em relação à infecção urinária, cuidados após evacuação e após a relação sexual são aspectos que devem ser considerados como medidas preventivas. É preciso limpar a região sem passar o papel higiênico do ânus para a vagina e, sim, ao contrário. Após as relações sexuais, também deve-se lavar a região – em cerca de dois terços das mulheres mais jovens, o problema é a atividade sexual. Mas exagero na limpeza local, além de causar irritação, também pode favorecer a instalação de bactérias locais e a infecção urinária, principalmente quando são utilizados desodorantes íntimos e/ou produtos com propriedades cáusticas e esfoliantes. Roupas íntimas de material sintético também podem facilitar a proliferação de bactérias, pois reduzem a ventilação e mantêm o ambiente úmido. Por outro lado, tecidos de algodão ajudam a manter a região mais seca, tornando-a menos favorável às infecções.

Fatores de risco

Diversos fatores de risco para ocorrência de cistites recorrentes foram identificados em estudos clínicos, incluindo aumento da frequência de relações sexuais e uso de agentes espermicidas, diabetes mellitus, presença de bexiga caída (prolapso genital), retenção de urina ou incontinência urinária e menopausa.

Durante episódios de cistite, é recomendado evitar a ingestão de líquidos ou alimentos que podem irritar a bexiga, como chá, café, álcool, frutas cítricas e condimentos (como a pimenta). Recomenda-se beber pelo menos dois litros de água por dia para estimular a produção de urina, bem como evitar longos períodos de tempo sem esvaziar a bexiga. Mulheres com infecção urinária de repetição podem se beneficiar da dieta com vegetais e fibras, principalmente aquelas que sofrem de prisão de ventre.

Tratamento

O tratamento se dá por meio de antibiótico geralmente durante três dias. Em gestantes, o tratamento deve ser feito sob rigoroso acompanhamento médico, pois há medicamentos proibidos durante a gravidez.

Pacientes com episódios recorrentes podem ser submetidos a tratamento com antibiótico em dose menor e por tempo prolongado (seis meses).

Novas perspectivas

Estima-se que 85% das cistites sejam causadas pela bactéria Escherichia coli, que tem origem intestinal. Atualmente, contamos com uma vacina para infecção urinária, em forma de cápsulas, composta por componentes extraídos dessa bactéria e que atua estimulando as defesas naturais do organismo, sendo usada para prevenir infecções urinárias recorrentes. Esse é um tratamento a ser considerado em pacientes que apresentam infecções predominantemente por E. coli, documentadas em exame cultural de urina.

Alguns estudos indicam que a fruta cranberry pode auxiliar (embora ainda não haja consenso quanto à sua eficácia). O uso de lactobacilos também vem sendo estudado, com resultados promissores.

Fonte: Portal SBU – Sociedade Brasileira de Urologia

03jun/20

Varicocele: o que é, causas e tratamento

“(…) o aparecimento da varicocele ocorre junto com a puberdade, ao redor dos 12-13 anos. Desta forma, o acompanhamento do adolescente pelo urologista desde o início da puberdade pode levar a uma detecção precoce da varicocele”.

A varicocele é a principal causa tratável de infertilidade masculina, presente em 15% da população masculina e em aproximadamente 40% dos homens com infertilidade primária (nunca tiveram filhos). Esse número pode aumentar para até 80% dos homens com diagnóstico de infertilidade secundária (que já tiveram filhos, mas não conseguem mais engravidar por perda da qualidade do sêmen).

Mas o que é varicocele?
A varicocele é a dilatação das veias que drenam o sangue testicular devido à incompetência das válvulas venosas, associada ao refluxo venoso. É a mesma doença que afeta mais frequentemente as pernas das mulheres, que nesse caso é conhecida como varizes dos membros inferiores e provoca dor e inchaço nas pernas. Outra doença gerada pela dilatação das veias é a doença hemorroidária, que são varizes na região anal e que provoca sangramento ao evacuar. Portanto pode-se chamar a varicocele de varizes na bolsa testicular, que pode provocar prejuízo para a produção de espermatozoides e em última consequência infertilidade.

Qual a causa da varicocele?
A varicocele é ocasionada pela incompetência ou até mesmo ausência congênita das válvulas nas veias espermáticas, ocasionando um refluxo do sangue venoso e a dilatação das mesmas, além do espessamento de sua parede muscular. Os pacientes com diagnóstico de varicocele muitas vezes costumam referir a presença de varizes nas pernas e até mesmo de doença hemorroidária, deixando evidente que as alterações venosas são sistêmicas e não somente restritas às veias do escroto. Existe também um fator hereditário a ser considerado, pois é muito comum na história familiar os pais também terem apresentado varicocele no passado.

Como se faz o diagnóstico de varicocele?
O diagnóstico é feito de uma maneira bastante simples: apenas com o exame físico bem feito. Quando houver dúvidas em relação ao diagnóstico ou na impossibilidade da identificação apropriada das veias, o exame de ultrassom de bolsa testicular com doppler colorido deve ser solicitado. Existem graus diferentes de varicocele: I (leve), II (moderado) e III (importante). Os graus II e III são os que podem comprometer a fertilidade.

No exame físico, o testículo em que incide a varicocele pode ter seu volume diminuído e muitas vezes ficar mais amolecido, mostrando claramente que está ocorrendo a perda de células produtoras de espermatozoides.

Por que a varicocele gera infertilidade masculina?
O testículo, para o seu perfeito funcionamento, deve estar sempre entre 20 e 30C abaixo da temperatura corpórea. Para que isso ocorra, a regulação térmica ocorre basicamente por três mecanismos distintos. O primeiro, e certamente o mais importante, é a função das veias saudáveis (sem varizes) em resfriar a temperatura do sangue quente que chega pela artéria testicular. Quando essas veias estão dilatadas e varicosas, elas perdem a função de resfriamento, gerando um aumento crônico da temperatura testicular. Para um melhor entendimento, é como se a serpentina (veias do testículo) do barril de chope estragasse e o líquido (sangue arterial) saísse apenas frio em vez de gelado da torneira para ser bebido.

O segundo mecanismo existente é a presença de uma bolsa testicular pendular e de musculatura de dartos e cremáster, mantendo os testículos mais próximos ou mais afastados da área abdominal, dependendo da temperatura existente. Por isso que no calor os homens geralmente ficam com o escroto mais afastado do corpo e no frio o escroto permanece mais próximo.

As glândulas sudoríparas (que promovem a eliminação de suor) presentes na bolsa testicular compreendem o terceiro mecanismo, eliminando o calor necessário para que o testículo permaneça em sua temperatura ideal.

O calor em excesso nos testículos promovido pela varicocele gera um aumento na produção de radicais livres que não consegue ser combatido adequadamente pelos sistemas antioxidantes. Esse desequilíbrio, por sua vez, gera o que conhecemos como estresse oxidativo. Esse ambiente testicular alterado traz prejuízos importantes à produção e à qualidade dos espermatozoides.

No espermograma isso pode ser constatado pela piora de todos os parâmetros seminais. E na parte clínica isso pode ser evidenciado pela dificuldade do homem em engravidar suas parceiras.

É possível prevenir a doença?
O aparecimento da varicocele não é possível prevenir, pois é uma questão hereditária associada à predisposição pessoal para o aparecimento das varizes. Entretanto, pode-se e deve-se prevenir os efeitos negativos que a varicocele pode trazer para a produção de espermatozoides e, por consequência, para o potencial de fertilidade futuro.

Sabe-se que a varicocele é uma doença tempo-dependente, ou seja: quanto mais tempo a varicocele agir, pior será para a função do testículo em produzir espermatozoides. Outra característica importante é que o aparecimento da varicocele ocorre junto com a puberdade, ao redor dos 12-13 anos. Desta forma, o acompanhamento do adolescente pelo urologista desde o início da puberdade pode levar a uma detecção precoce da varicocele. Assim que houver o primeiro sinal de detecção de que a varicocele possa estar trazendo prejuízo à função testicular, seja por alteração no espermograma, seja por redução de crescimento dos testículos, a cirurgia para a correção da varicocele deve ser indicada com brevidade.

A varicocele tem tratamento?
Sim. O tratamento deve ser oferecido para aqueles adolescentes ou homens adultos com varicocele grau II ou III que apresentam comprometimento de sua fertilidade, sendo sempre cirúrgico. A técnica preconizada é a microcirurgia subinguinal, com menos de 1% de recidiva e com taxas similares de complicações quando realizada por urologistas experientes na técnica. O espermograma costuma melhorar em mais de 60% das vezes, devolvendo ao homem um bom potencial de gravidez natural ou, caso não seja possível alcançá-la, melhorar a qualidade seminal para tratamentos com técnicas de reprodução assistida.

A infertilidade masculina é gerada apenas pela varicocele?
Não é apenas a varicocele que pode trazer prejuízo para o potencial fértil do homem. Obesidade, sedentarismo, infecção testicular por doenças sexualmente transmissíveis, infecção do testículo por vírus (o vírus mais famoso por gerar infertilidade é o da caxumba), tabagismo e o uso de drogas como maconha, cocaína e crack também estão implicados. Existem também outras fontes de agravo à produção de espermatozoides, como tratamentos com quimioterapia e radioterapia para tumores malignos. Doenças como tumor de testículo e testículos que não desceram para a bolsa testicular (testículos criptorquídicos) após o nascimento também estão associados a uma redução na produção de espermatozoides.

Fonte: Portal da Sociedade Brasileira de Urologia