08maio/19

É um erro pensar que o Câncer de Próstata é uma doença apenas de idosos.

Mitos e verdades sobre o câncer de próstata

Um homem morre a cada 38 minutos pela doença

No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (13.772 casos/ano)doença representa 28,6% dos casos de câncer no homem, excetuando-se os tumores de pele não melanoma. Não é possível preveni-la, mas o diagnóstico precoce está relacionado com a diminuição da mortalidade. Para esclarecer as inúmeras dúvidas que cercam o tema, a Sociedade Brasileira de Urologia elencou alguns mitos e verdades. Confira:

O câncer de próstata é uma doença do idoso.

MITO. Apesar de o risco para a doença aumentar significativamente após os 50 anos, cerca de 40% dos casos são diagnosticados em homens abaixo desta idade. Entretanto, a doença é rara antes dos 40 anos.

PSA aumentado é sinal de que tenho câncer de próstata.

MITO. O antígeno prostático pode apresentar alterações em várias situações que não o câncer, como a hiperplasia benigna da próstata, prostatite (uma inflamação) e trauma. Por isso é importante a avaliação médica e o toque retal.

PSA baixo é sinal de que não tenho câncer de próstata.

MITO. Estima-se que o câncer de próstata está presente em 15% dos homens com níveis normais de PSA, daí a importância do toque retal.

Ter pai, irmão ou tio com a doença aumenta meu risco.

VERDADE. A hereditariedade é um dos principais fatores de risco para a doença. Um parente de primeiro grau com a doença duplica sua chance. Dois familiares com a doença aumentam essa chance em cinco vezes. Para quem tem casos na família, o recomendado pela Sociedade Brasileira de Urologia é procurar um urologista a partir dos 45 anos.

Todos os casos de câncer de próstata precisam de tratamento.

MITO. A indicação da melhor forma de tratamento vai depender de vários aspectos, como estado de saúde atual, estadiamento da doença e expectativa de vida. Em casos de tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância ativa, na qual periodicamente se faz um monitoramento da evolução da doença intervindo se houver progressão da mesma.

O câncer de próstata sempre apresenta sintomas. Então posso esperar os sintomas para procurar o médico.

MITO. Em estágio inicial, quando as chances de curam beiram 90%, a doença não apresenta qualquer sintoma. Geralmente, os principais sintomas relacionados à próstata são devido a hiperplasia prostática, crescimento benigno da glândula, como jato urinário mais fraco, sensação de urgência miccional ou de esvaziamento incompleto da bexiga, entre outros.

Pessoas da raça negra têm maior risco de desenvolver a doença.

VERDADE. Estudos apontam que afrodescendentes têm risco 60% maior de desenvolver a doença e a taxa de mortalidade é três vezes mais alta.

A reposição hormonal em casos de Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM) afeta o câncer de próstata. 

MITO. Estudos têm apontado que a terapia de reposição hormonal com testosterona não representa risco de desenvolvimento de câncer de próstata nos homens que recebem o hormônio. Nos homens que tenham sido tratados com sucesso de câncer de próstata a reposição hormonal poderá ser instituída após uma análise criteriosa dos riscos e benefícios. Homens portadores de câncer de próstata e que ainda não tenham sido tratados da doença não deverão receber terapia de reposição hormonal. Como regra, nunca se deve fazer uso de reposição de testosterona sem consultar seu médico.

O sedentarismo pode aumentar o risco para desenvolvimento do câncer de próstata.

VERDADE. O sedentarismo e a obesidade estão relacionados a alterações metabólicas que podem levar a alterações moleculares responsáveis pela gênese da neoplasia.

A atividade física regular tem um papel relevante na prevenção e no tratamento.

VERDADE. Essa prática saudável pode agir de modo protetor, e tem sido um fator modificável para o câncer de próstata por causa dos seus potenciais efeitos:

  • Fortalecimento imunológico
  • Prevenção da obesidade
  • Capacidade do exercício em modular os níveis hormonais
  • Redução do estresse

Fonte: Portal Sociedade Brasileira de Urologia.

03maio/19

Síndrome da bexiga dolorosa: o que é?

Síndrome da bexiga dolorosa: o que é?

Doença crônica que não tem cura, mas é possível controlar seus sintomas

Síndrome da bexiga dolorosa, cistite intersticial e síndrome da dor pélvica crônica são os diversos nomes atribuídos a um mesmo problema. A doença é definida como a sensação desagradável (dor, pressão, desconforto) relacionada à bexiga – principalmente quando ela está cheia.

O problema pode estar associado ou não a vários sintomas como:
– dificuldade de urinar;
– urgência urinária;
– aumento na frequência de urinar dia e noite (obrigando as pessoas a levantar-se muitas vezes à noite).

Se você tem dor pélvica crônica, infecções urinárias recorrentes ou bexiga com comportamento hiperativo que não se resolve com tratamento adequado, você pode ser mais um entre milhões de pacientes que sofrem da síndrome da bexiga dolorosa e não estar recebendo tratamento ou estar recebendo o tratamento incorreto e com isso prolongando o seu sofrimento por anos.

O problema classicamente se caracteriza por dor na bexiga, a urgência e a frequência urinária por mais de seis meses. Pode ocorrer em homens e mulheres, sendo 9 vezes mais frequente no sexo feminino. Como os sintomas são parecidos aos da cistite, mesmo com culturas de urina negativas, muitos pacientes recebem repetidos tratamentos com antibióticos para infecção urinária desnecessários, retardando o correto diagnóstico.

Cabe lembrar que, mulheres com cistite intersticial podem ter episódios de infecção urinária confirmada e assim necessitar de tratamento com antibiótico.

Característica principal é a dor

A dor é o elemento central e pode ser percebida em diversas áreas da região pélvica. Adicionalmente, a dor, que pode ser mais ou menos severa, traz muitos momentos de irritabilidade, intolerância e aflição. Muitos pacientes relatam a sensação de punhalada ou alfinetadas, outros como se a bexiga tivesse deslocada para fora da bacia.

“Se você tem dor pélvica crônica, infecções urinárias recorrentes ou bexiga com comportamento hiperativo que não se resolve com tratamento adequado, você pode ser mais um entre milhões de pacientes que sofrem da síndrome da bexiga dolorosa”

A dor pode ocorrer no ventre, na região lombar e sacra, uretra, vagina, testículos, bolsa escrotal, períneo ou ainda durante a relação sexual e ejaculação. Esta dor pode durar horas, dias, semanas, pode piorar com a ingestão de certos alimentos, bebidas e com o próprio enchimento vesical e ainda pode melhorar quando urina. Alguns pacientes relatam mais pressão do que dor.

A urgência é entendida como a necessidade de ir ao banheiro, e muitos pacientes o fazem mais de 60 vezes em 24 horas. Ir ao banheiro urinar define a necessidade de se livrar do desconforto que, certamente, determina a frequência urinária aumentada nesses pacientes.

Sabe-se que essa condição resulta em baixa qualidade de vida, com importante impacto nas atividades diárias e também no sono, nas relações sexuais, nos relacionamentos interpessoais e familiares. Resulta também em quadros de ansiedade, depressão, estresse e, em casos mais graves, de desemprego.

É importante entender que se trata de uma doença crônica cujas causas ainda não são totalmente conhecidas – apesar de serem muito estudadas. A teoria mais aceita atualmente é que este “aumento de sensibilidade vesical” seria uma manifestação de um estado de hipersensibilidade a estímulos.

Diagnóstico da doença

O correto diagnóstico da cistite intersticial costuma oferecer significativo alivio dos sintomas e melhora da qualidade de vida. Ele é feito clinicamente. Contudo, podem ser indicados exames complementares para excluírem-se doenças com sintomas semelhantes – infecção urinária, disfunções miccionais, cálculos urinários (renais ou na bexiga), endometriose, infecção ginecológica e alguns tipos de cânceres urológicos.

“Tente identificar e controlar fatores que façam os sintomas aparecerem ou piorarem – chamamos de ‘fatores desencadeantes”

Não existe nenhum exame específico que vá confirmar com total certeza este diagnóstico e muitas vezes leva-se tempo até a conclusão. Na maioria das vezes são necessárias paciência e disciplina, pois o diagnóstico é estabelecido conforme o quadro clínico se desenvolve. Por se tratar de uma doença crônica, ainda não há cura, e sim opções para controle dos sintomas.

A característica marcante é a evolução em períodos de crise e períodos de calmaria (remissão). Este entendimento é essencial e a educação e promoção da autonomia do paciente é o passo inicial e a base para o sucesso do tratamento.

O primeiro passo é entender sobre esta condição. Pesquise (porém, tenha cuidado nas fontes que você encontrará na internet – certifique-se de que a fonte é confiável), pergunte ao seu médico, esclareça dúvidas. Converse com outras pessoas que também estão passando por esta situação (os grupos de apoio são excelentes). Existem muitos casos como o seu (muito mais do que você imagina).

Tratamentos

Em relação ao tratamento, pense em uma escada, com diversos degraus. Assim consideramos o tratamento, com diversas opções que podem ser utilizadas em diversos momentos – pense em evoluir no tratamento como subir os degraus de uma escada, um de cada vez.

Tente identificar e controlar fatores que façam os sintomas aparecerem ou piorarem – chamamos de “fatores desencadeantes”. Os principais são: estresse, hábitos alimentares (bebidas alcoólicas, bebidas e alimentos contendo cafeína, alimentos apimentados ou cítricos, refrigerantes, soja), cigarro e relações sexuais.

Assuma o controle. Você vai aprender a identificar a crise e seu médico irá orientá-lo como tratar incialmente os sintomas. Técnicas de relaxamento e redução de estresse têm se mostrado benéficas, tendo em vista que a principal causa das crises ainda é o estresse. Por exemplo, você pode tentar meditação, ioga, pilates, fisioterapia para relaxamento pélvico ou psicoterapia.

Evite os alimentos e hábitos que você relaciona à piora dos sintomas! Como demais opções, existem medicamentos orais, intravesicais (colocados dentro da bexiga) e, em último caso, tratamento cirúrgico. Lembre-se de que sempre há opções (pense nos degraus da escada do tratamento) e, se um tratamento não está sendo completamente eficaz para você, o seu médico poderá mudar a abordagem e adotar outra opção – e ele discutirá com você isso a cada consulta de revisão.

A abordagem desta condição é extremamente individualizada e pessoal. Não se trata do “melhor remédio”, “do melhor tratamento”, e sim “do melhor remédio e do melhor tratamento para você”.

Fonte: Portal da SBU – Sociedade Brasileira de Urologia

 

29abr/19

Câncer de Rim
O câncer de rim é o terceiro mais frequente do aparelho genitourinário e representa aproximadamente 3% das doenças malignas do adulto. Estatísticas americanas estimam uma incidência anual em torno de 51 mil novos casos, sendo responsável por aproximadamente 13 mil mortes/ano em 2007. O câncer de rim é também conhecido como hipernefroma ou adenocarcinoma renal. O mais frequente é o câncer renal de células claras, sendo responsável por 85% dos tumores diagnosticados.

O câncer de rim geralmente acomete indivíduos entre os 50 e 70 anos de idade, sendo duas vezes mais frequente nos homens que nas mulheres.

Aproximadamente 54% dos tumores renais diagnosticados hoje estão confinados ao rim, 20% são localmente avançados (acometendo gânglios regionais próximos ao rim) e 25% já apresentam metástases da doença, principalmente para os pulmões, fígado e ossos.

São conhecidos alguns fatores de risco para o câncer renal, dentre eles:

Tabagismo.
Obesidade.
Hipertensão.
História familiar da doença.
Doença de Von Hippel-Lindau e diálise.
Diagnóstico

De 6% a 10% dos pacientes apresentam dor no flanco, sangue na urina e massa abdominal palpável. No entanto, a forma mais frequente de diagnóstico são os achados incidentais em exames de rotina como a ultrassonografia do abdômen.

O diagnóstico definitivo da doença é feito por meio da ultra-sonografia e da tomografia computadorizada do abdômen.

A tomografia, além de fazer o diagnóstico da doença, é bastante útil no seu estadiamento (verificação da extensão para outros órgãos) e no planejamento da terapêutica mais adequada.

A radiografia de tórax serve para avaliar o acometimento dos pulmões, sendo que em alguns casos ela pode ser utilizada para uma avaliação mais minuciosa.

A ressonância nuclear magnética é raramente utilizada na avaliação destes tumores, e só é realizada em situações muito específicas.

A biópsia renal pré-operatória normalmente não é realizada, e só é necessária em situações excepcionais, a fim de se diferenciar lesões malignas de benignas, as quais não necessitariam de tratamento.

Os fatores prognósticos mais importantes em câncer de rim, que auxiliam no planejamento terapêutico e no seguimento da doença, são:

Estágio clínico.
Obesidade.
Graduação histológica (grau de Fuhrman).
Tipo histológico.
Estado clínico do paciente (“performance status”).
Para que se possa fazer um adequado planejamento terapêutico, o performance status é fundamental para o tipo de procedimento bem como poderá determinar a resposta ao tratamento. Os demais fatores prognósticos referem-se todos ao volume de tumor existente no momento do diagnóstico e à agressividade que certos tumores exibem.

Tratamento

A cirurgia é o único tratamento curativo definitivo para o câncer de rim. A nefrectomia radical, ou seja, a retirada em bloco do rim com seus revestimentos (fascia de gerota), glândula adrenal (somente em grandes tumores ou no pólo superior do rim) e linfonodos regionais é o tratamento tradicional para os tumores do rim.

No entanto, com a evolução dos meios diagnósticos e os achados cada vez mais precoces de pequenas massas renais, a nefrectomia radical, em boa parte dos casos, não é mais indicada, devendo-se optar pela nefrectomia parcial. Este tipo de tratamento consiste na retirada do tumor com pequena margem de segurança, preservando-se desta forma o restante do parênquima renal.

Os resultados oncológicos da cirurgia parcial são semelhantes ao da nefrectomia radical para casos selecionados de tumores menores que 4 centímetros, menos agressivos, podendo inclusive ser aplicada para tumores maiores desde que em situação anatômica favorável.

A nefrectomia radical laparoscópica é um método novo que pode ser aplicado no tratamento do câncer renal oferecendo os mesmos índices de cura da cirurgia aberta. Entre as vantagens está o fato de ser um método menos invasivo, com menor morbidade e menor tempo de internação, além da vantagem estética (pequenos furos ao invés da grande cicatriz da cirurgia aberta).

É possível utilizar a cirurgia laparoscópica para a realização da nefrectomia parcial, porém em casos bastante selecionados, e com índices de complicação ainda superiores aos da cirurgia aberta.

Vale ainda mencionar os métodos de tratamento para o câncer de rim que levam à destruição tumoral por meio do congelamento (crioterapia) ou do calor (radiofrequência) e os métodos minimamente invasivos a partir da utilização de agulhas, indicados em situações especiais.

Nos pacientes que apresentam doença avançada, com metástases à distância, existem formas de tratamento sistêmico com imunoterapia (interferon ou interleucina) ou com o uso de drogas inibidoras da angiogênese. Esses medicamentos, associados ou não ao tratamento cirúrgico, podem levar ao controle e à regressão da doença.

O tumor de rim responde de forma muito ruim aos tratamentos quimioterápicos e à radioterapia. As únicas modalidades que apresentam respostas objetivas comprovadas são a imunoterapia com interferon ou interleucina com respostas modestas e alta toxicidade. Mais recentemente surgiram as drogas inibidoras da angiogênese, que têm demonstrado índices de resposta muito promissores, sendo a principal opção terapêutica nos pacientes com doença metastática.

Fonte: Hospital Sirio Libanes

24abr/19

Porque o Adolescente Masculino deve ir ao Urologista?

É necessário orientar os pais que, assim como as meninas vão ao ginecologista no início da puberdade, é preciso também levar o menino ao urologista. O adolescente do sexo masculino no Brasil encontra-se desamparado na sua avaliação médica, sem ações preventivas de doenças e sem orientação especializada quanto à promoção de saúde. Sua ida ao médico ocorre na vigência de doenças e muitas vezes apenas ao serviço de pronto socorro, é chegada a hora da sociedade como um todo mudar o comportamento que vem tendo com a saúde do jovem brasileiro, criando, ainda que de forma paulatina, uma cultura de trazer ao consultório médico o adolescente masculino. Isso também afetará de uma maneira positiva a forma como o homem adulto se relacionará com o seu urologista no futuro, com menos preconceitos e mais naturalidade”.

Muitos associam a ida ao urologista apenas após os 50 anos devido aos exames da próstata. Mas o urologista está apto para tratamentos de problemas detectados desde o nascimento, como testículos ausentes da bolsa testicular, alterações na anatomia e função do trato urinário, passando por doenças que se apresentam tipicamente na adolescência, como a varicocele, até chegar ao homem adulto, em que se destacam tipicamente os problemas relacionados à próstata, especialmente após os 50 anos.

Entre as doenças urológicas mais comuns nessa faixa-etária estão a varicocele, o tumor no testículo, as doenças sexualmente transmissíveis nos jovens que já iniciaram a vida sexual e as inflamações na glande do pênis. O urologista poderá também esclarecer sobre as modificações do corpo inerentes a esta fase da vida, orientar sobre a prevenção da gravidez indesejada, assim como conversar sobre as dúvidas corriqueiras na adolescência, como a ejaculação precoce e o tamanho do pênis. Há muitos produtos que o jovem usa na academia sem qualquer orientação médica e não sabe que no futuro isso poderá lhe causar infertilidade e até mesmo problemas na saúde em geral.

Entenda os principais problemas:

Varicocele – é a dilatação das veias nos testículos. É a causa mais comum, conhecida e tratável de infertilidade masculina: acomete em torno de 35% dos homens com infertilidade primária e 80% com infertilidade secundária, embora esteja presente em aproximadamente 20-25% da população masculina em geral. Assintomática, a doença é geralmente detectada em consulta de rotina pelo exame físico dos genitais e, quando necessário, corrigida por microcirurgia.

Tumor no testículo – é o câncer mais comum em homens entre os 20 e 40 anos. O principal sintoma do câncer testicular é o aumento do volume da bolsa escrotal ou a palpação de um “caroço” no testículo. Os fatores de risco são história prévia de criptorquia (crianças que nascem sem que o testículo tenha “descido” para dentro da bolsa escrotal), principalmente quando a criptorquia não foi corrigida ou foi corrigida tardiamente (após os 2 anos). Outros fatores de risco incluem a história familiar de tumores no testículo e a exposição a alguns tipos de substâncias químicas. Hoje em dia mais de 95% dos tumores testiculares são curáveis. Mas é importante todo homem e todos os pais e mães de crianças do sexo masculino prestarem atenção a um eventual aumento do volume da bolsa escrotal. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maior a probabilidade de cura com tratamentos mais simples.

Balanopostite – é o processo inflamatório mais frequente que ocorre no pênis. É uma inflamação conjunta da glande e prepúcio (balanite é inflamação da glande; postite é inflamação do prepúcio). A causa mais comum é uma infecção fúngica aguda causada pela candida albicans. Não é considerada uma doença sexualmente transmissível, pois pode-se desenvolver sem a realização de penetração, embora o casal possa compartilhar a cândida durante o ato sexual. O tratamento é feito com cremes tópicos associados à medicação via oral.

Ejaculação precoce – segundo a Sociedade Internacional de Medicina Sexual (ISSM), é caracterizada pela ejaculação que ocorre sempre, ou quase sempre, quando o tempo desde a penetração vaginal até a ejaculação passa a ser insatisfatório para o homem ou para o casal. No jovem, a causa costuma estar relacionada à ansiedade e à inexperiência do ato sexual. O tratamento é realizado basicamente por meio de psicoterapia sexual (podendo ser do tipo comportamental) e de farmacoterapia.

Fonte: Portal SBU – Sociedade Brasileira de Urologia

 

22abr/19

PSA aumentado é sinal de câncer de próstata?

Mitos e verdades sobre o câncer de próstata

No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (13.772 casos/ano)doença representa 28,6% dos casos de câncer no homem, excetuando-se os tumores de pele não melanoma. Não é possível preveni-la, mas o diagnóstico precoce está relacionado com a diminuição da mortalidade. Para esclarecer as inúmeras dúvidas que cercam o tema, a Sociedade Brasileira de Urologia elencou alguns mitos e verdades. Confira:

O câncer de próstata é uma doença do idoso.

MITO. Apesar de o risco para a doença aumentar significativamente após os 50 anos, cerca de 40% dos casos são diagnosticados em homens abaixo desta idade. Entretanto, a doença é rara antes dos 40 anos.

PSA aumentado é sinal de que tenho câncer de próstata.

MITO. O antígeno prostático pode apresentar alterações em várias situações que não o câncer, como a hiperplasia benigna da próstata, prostatite (uma inflamação) e trauma. Por isso é importante a avaliação médica e o toque retal.

PSA baixo é sinal de que não tenho câncer de próstata.

MITO. Estima-se que o câncer de próstata está presente em 15% dos homens com níveis normais de PSA, daí a importância do toque retal.

Ter pai, irmão ou tio com a doença aumenta meu risco.

VERDADE. A hereditariedade é um dos principais fatores de risco para a doença. Um parente de primeiro grau com a doença duplica sua chance. Dois familiares com a doença aumentam essa chance em cinco vezes. Para quem tem casos na família, o recomendado pela Sociedade Brasileira de Urologia é procurar um urologista a partir dos 45 anos.

Todos os casos de câncer de próstata precisam de tratamento.

MITO. A indicação da melhor forma de tratamento vai depender de vários aspectos, como estado de saúde atual, estadiamento da doença e expectativa de vida. Em casos de tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância ativa, na qual periodicamente se faz um monitoramento da evolução da doença intervindo se houver progressão da mesma.

O câncer de próstata sempre apresenta sintomas. Então posso esperar os sintomas para procurar o médico.

MITO. Em estágio inicial, quando as chances de curam beiram 90%, a doença não apresenta qualquer sintoma. Geralmente, os principais sintomas relacionados à próstata são devido a hiperplasia prostática, crescimento benigno da glândula, como jato urinário mais fraco, sensação de urgência miccional ou de esvaziamento incompleto da bexiga, entre outros.

Pessoas da raça negra têm maior risco de desenvolver a doença.

VERDADE. Estudos apontam que afrodescendentes têm risco 60% maior de desenvolver a doença e a taxa de mortalidade é três vezes mais alta.

A reposição hormonal em casos de Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM) afeta o câncer de próstata.

MITO. Estudos têm apontado que a terapia de reposição hormonal com testosterona não representa risco de desenvolvimento de câncer de próstata nos homens que recebem o hormônio. Nos homens que tenham sido tratados com sucesso de câncer de próstata a reposição hormonal poderá ser instituída após uma análise criteriosa dos riscos e benefícios. Homens portadores de câncer de próstata e que ainda não tenham sido tratados da doença não deverão receber terapia de reposição hormonal. Como regra, nunca se deve fazer uso de reposição de testosterona sem consultar seu médico.

O sedentarismo pode aumentar o risco para desenvolvimento do câncer de próstata.

VERDADE. O sedentarismo e a obesidade estão relacionados a alterações metabólicas que podem levar a alterações moleculares responsáveis pela gênese da neoplasia.

A atividade física regular tem um papel relevante na prevenção e no tratamento.

VERDADE. Essa prática saudável pode agir de modo protetor, e tem sido um fator modificável para o câncer de próstata por causa dos seus potenciais efeitos:

Fortalecimento imunológico
Prevenção da obesidade
Capacidade do exercício em modular os níveis hormonais
Redução do estresse

Fonte: SBU – Portal Sociedade Brasileira de Urologia.

17abr/19

Como evitar o xixi na cama?

 

Doença atinge 15% das crianças acima de 5 anos

Fazer xixi na cama após os 5 anos é uma doença que atinge cerca de 15% das crianças.

Se seu filho faz parte desse número, não o reprima, procure ajuda médica para tratá-lo. Punir a criança pode piorar ainda mais seus sintomas e sua qualidade de vida. Conheça mais a doença chamada de enurese noturna.

– O que é enurese noturna?

Enurese é a perda involuntária de urina durante o sono após os 5 anos.

“44% das crianças cujo um dos pais teve enurese e 77% daquelas que ambos os pais tiveram enurese terão enurese”

– Poderia explicar quais são os tipos de enurese noturna?

Classificação da Enurese

* Quanto ao tempo de início

Primária: Quando a criança sempre teve enurese.

Secundária: Quando a criança ficou pelo menos 6 meses sem apresentar enurese e voltou a apresentar.

* Quanto aos sintomas

Monossintomática: O único sintoma é a enurese.

Não monossintomática: Quando, além da enurese, a criança apresenta outros sintomas miccionais, como urgência, incontinência, etc.

– Quando procurar um médico para auxílio?

Se, após os 5 anos, a criança ainda apresentar enurese.
– Quais são as causas da enurese noturna?

A enurese tem causas multifatoriais, sendo as principais:

* Genética: 44% das crianças cujo um dos pais teve enurese e 77% daquelas que ambos os pais tiveram enurese terão enurese.

* Poliúria Noturna: Algumas crianças com enurese apresentam uma alteração na secreção noturna do ADH (Hormônio Antidiurético) e terão a produção de urina aumentada durante a noite.

* Hiperatividade Vesical Noturna: Algumas crianças apresentam contrações involuntárias da bexiga durante o sono, que causam a perda de urina.

* Distúrbios do Sono e Despertar: Criança com enurese tem dificuldade de despertar, não acordando com os sinais da bexiga cheia ou com a contração da mesma (hiperatividade vesical).

– Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito, basicamente, através de uma história clínica bem detalhada, quando o médico obtém os dados e detalhes dos sintomas da crianças e com uso de um instrumento chamado Diário Miccional, no qual se avalia o padrão miccional da criança durante o dia e o volume que ela urina durante a noite.
– Quais são os tratamentos existentes hoje em dia para o problema?

O tratamento da enurese deve ser individualizado, sendo que cada criança, dependendo do tipo de enurese que apresenta, responderá melhor a um tipo de tratamento. É importante lembrar que a resposta ao tratamento da enurese é lenta e o envolvimento e participação tanto da criança quanto da família são extremamente importantes para o sucesso.

* Tratamento Comportamental: Feito em todas as crianças em conjunto com os outros tratamentos. Baseia-se na mudança de alguns hábitos, como a redução da ingestão de líquidos à noite e aumento da ingestão no início do dia, orientação para urinar em intervalos regulares de cerca de 3 horas durante o dia, ao acordar e antes de dormir; reduzir o consumo de alimentos que contêm cafeína e alimento cítricos; reduzir o consumo de sal, principalmente no final do dia. Além disso, usa-se um instrumento chamado de Diário de Noites Secas, no qual os episódios de enurese são anotados. Esse diário, além de estimular a criança, serve para controle do tratamento.

* Tratamento de Condicionamento (Alarme): Uso de um dispositivo de alarme, que é colocado próximo à cabeceira da cama da criança e que contém um sensor de umidade colocado dentro da roupa íntima ou como um pequeno tapete sob o lençol. Esse sensor de umidade, quando molhado, aciona e dispara o alarme para acordar a criança, que ao longo do tempo de uso será condicionada a perceber a bexiga cheia e não mais terá episódios de enurese.

* Tratamento Medicamentoso: O principal medicamento disponível no mercado é a desmopressina, que age diminuindo a produção de urina durante a noite, portanto age melhor nas crianças com poliúria noturna.

Outros medicamentos, como os anticolinérgicos, têm resultados ruins, mas podem ser usados naqueles casos em que a criança apresenta enurese não monossintomática, com sintomas de urgência. Os antidepressivos tricíclicos, como a Imipramina, apresentam resultados muito ruins e têm risco de intoxicação se usados em doses erradas, portanto, são raramente indicados.

Fonte: SBU – Portal Sociedade Brasileira de Urologia.

12abr/19

Reversão de Vasectomia: o que é?

A cirurgia consiste na religação dos canais que conduzem os espermatozoides, os deferentes, que foram interrompidos na vasectomia. Por ser uma cirurgia minuciosa e delicada, a reversão necessita de tempo cirúrgico maior que a vasectomia.

“Por ser uma cirurgia minuciosa e delicada, a reversão necessita de tempo cirúrgico maior que a vasectomia, geralmente de três a quatro horas”

Aproximadamente 4 a 6% dos homens que realizaram vasectomia voltam a manifestar o desejo de ter filhos. Nesses casos, a reversão da vasectomia é possível na maioria das vezes. Porém, muitos casais

desconhecem que existe a reversão de vasectomia ou ainda acreditam que somente podem ser revertidas vasectomias com menos de dois anos.

Antes de realizar a reversão, o paciente deve fazer avalição urológica e exames pré-operatórios específicos para estimar a taxa de sucesso e, obviamente, a esposa deve ser fértil.

A cirurgia consiste na religação (anastomose) dos canais que conduzem os espermatozoides, os deferentes, que foram interrompidos por ocasião da vasectomia. Como os deferentes possuem diâmetros pequenos, ou seja, o diâmetro interno do deferente é na ordem de décimos de milímetro, a reversão da vasectomia necessita do emprego de microscópio cirúrgico, fios e instrumentais de microcirurgia. Por ser uma cirurgia minuciosa e delicada, a reversão necessita de tempo cirúrgico maior que a vasectomia, geralmente de três a quatro horas.

O sucesso da reversão depende de vários fatores, principalmente:

  1. do tempo decorrido entre a vasectomia e a sua reversão, sendo melhores os resultados quanto menor for esse tempo. Por outro lado, com a evolução científica nessa área, atualmente existem muitos relatos de sucesso de reversões em vasectomias com mais de 25 anos;
  2. do tipo de técnica empregada na vasectomia. Vasectomias que preservam melhor os deferentes, evitando lesões e ressecções extensas dos mesmos, apresentam melhores taxas de sucesso de suas reversões;
  3. da qualidade da cicatrização do paciente;
  4. da produção testicular de espermatozoides, habitualmente mantida após a vasectomia;
  5. da presença de espermatozoides no líquido do deferente no intraoperatório da reversão, e de seu aspecto macroscópico;
  6. da experiência do urologista e de sua habilidade em microcirurgia.

Quando a reversão não tiver sucesso, ou não for a opção do casal, ou a esposa não tiver indicação para gravidez – como em casos de obstrução tubária bilateral irreversível –, a fertilização in vitro por meio da injeção intracitoplasmática dos óvulos da esposa, com espermatozoides obtidos do testículo ou do epidídimo, é uma alternativa que apresenta taxa de gravidez de aproximadamente 40%.

Fonte: SBU – Sociedade Brasileira de Urologia.

03abr/18

Aumento Benigno da Próstata: Sintomas e tratamentos

Você sente necessidade de urinar várias vezes à noite? Sente que a bexiga nunca está devidamente vazia? Esses sintomas podem indicar Hiperplasia de Próstata Benigna (HPB). Confira nosso texto abaixo para saber mais sobre esta condição!

Causas e sintomas

O aumento benigno da próstata é uma condição relativamente comum entre homens acima de 50 anos, e que afeta cerca de 80% dos pacientes com mais de 90 anos.

Suas causas não são claras, mas fatores de risco incluem obesidade, diabetes mellitus tipo 2, antecedentes familiares, falta de exercício físico e disfunção erétil. Entre os sintomas, estão redução do jato urinário, esforço para iniciar a micção, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e necessidade de urinar várias vezes à noite.

Tratamentos

Existem, a princípio, três linhas de tratamento, que podem se complementar: mudança de estilo de vida; uso de medicamentos; e intervenção cirúrgica.

De início, o diagnóstico é feito por meio de um questionário específico, com o qual o urologista verifica a gravidade da condição no paciente. Após isso, é possível usar métodos para avaliação complementar, como ecografia, exames laboratoriais e urofluxometria, para obter mais detalhes.

Dependendo do caso, adotamos uma ou mais linhas de tratamento.

Mudança de estilo de vida

Considerando os fatores de risco, mudar ou adotar certos hábitos pode ajudar a reverter o problema. As nossas principais recomendações são:

  • Perder peso;
  • Seguir uma rotina de exercícios físicos;
  • Reduzir o consumo de álcool e de cafeína;
  • Reduzir a ingestão de fluidos antes de dormir;
  • Urinar em períodos agendados.

Essas mudanças são capazes de relaxar a saída da bexiga, reduzir o tamanho da próstata e inibir as contrações exageradas da bexiga.

Tratamento com medicamentos

Uma série de medicamentos pode ajudar a aliviar os sintomas da hiperplasia, relaxando a musculatura da próstata e do colo da bexiga, diminuindo o bloqueio do fluxo de urina.

Outros permitem controlar o volume da próstata, impedindo seu aumento. A duração do tratamento varia conforme o tipo de medicamento e, claro, as particularidades do caso (grau de gravidade, adoção das mudanças de hábito recomendadas etc.).

Intervenção cirúrgica

Há procedimentos específicos para desobstruir o fluxo de urina, seja removendo parte da próstata ou reduzindo seu tamanho como um todo.

Seja como for, o mais importante é manter um acompanhamento constante com seu urologista, especialmente se você tiver mais de 50 anos de idade. A detecção precoce ajuda, e muito, a aumentar o sucesso do tratamento.

Entre em contato conosco para agendar sua consulta!

23mar/18

Pedras nos Rins: O que você precisa saber

É senso comum que a dor de uma pedra no rim não tem comparação com nenhuma outra. Essas pedras são, na verdade, cálculos formados pela aglomeração de cristais que se juntam por meio de uma alteração metabólica, resultando na Litíase Urinária. Doença crônica e costumeiramente recorrente, a Litíase tem tratamento dividido em fases medicamentosas e de remoção dos cálculos.

Entre 5 e 15% da população mundial é acometida pela doença, que tem como sintomas mais comuns forte dor na barriga, lateral das costas, na virilha ou até testículos; urina mais escura que o normal; sangue na urina; náuseas e vômitos.

Vale a pena ficar atento aos fatores de risco que podem levar à Litíase Urinária:

  • Histórico familiar ou pessoal: Já ter sofrido, ou alguém da sua família sofrer de cálculos nos rins;
  • Idade: Pedras nos rins são mais comuns nos adultos entre os 20 e os 40 anos, mas podem ocorrer em qualquer idade;
  • Sexo: Homens têm maior probabilidade de sofrer cálculos renais;
  • Desidratação: A urina mais concentrada favorece o desenvolvimento de cálculos, por isso a importância de beber a quantidade de água adequada para manter uma boa hidratação;
  • Obesidade: Índice de massa corporal elevado costuma estar relacionado com um maior risco de desenvolver pedras nos rins; uma dieta rica em proteínas, sódio e açúcar, pode aumentar a quantidade de cálcio filtrada pelos rins e aumentar o risco de cálculos.

Na dúvida procure um Urologista, que poderá fazer o diagnóstico mais preciso e certeiro – nesse caso, conte com os profissionais da Uroclínica!

16mar/18

A constrangedora incontinência urinária

Nesta semana, comemoramos o Dia Mundial de uma das doenças do sistema urinário que pode ser caracterizada como a mais constrangedora e de grande impacto no convívio social: a Incontinência Urinária. Acometendo cerca de 10 milhões de brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, o distúrbio é mais comum na população idosa, mas atinge pessoas de todas as faixas etárias.

Quando diagnosticada, a incontinência urinária costuma ser classificada em três tipos (que muitas vezes aparecem simultaneamente):

Incontinência urinária de esforço: quando a pessoa não tem força muscular pélvica suficiente para reter a urina e perde a urina ao espirrar, tossir, rir, levantar algo, subir escadas, fazer atividades físicas, mudar de posição ou fazer algo que põe a bexiga sob pressão

Incontinência urinária de urgência: desejo de urinar tão forte, que a
pessoa não consegue chegar ao banheiro a tempo, mesmo quando tem apenas uma pequena quantidade de urina na sua bexiga

Incontinência urinária por transbordamento: ocorre quando a bexiga está sempre cheia, causando vazamentos, ou quando a bexiga não se esvazia por completo, o que leva ao gotejamento.

Para cada tipo de incontinência o urologista indicará o tratamento mais adequado. Entre eles, podemos destacar técnicas comportamentais, cinesioterapia do assoalho pélvico, estimulação elétrica, medicamentos, dispositivos médicos, terapias de intervenção e cirurgia.

Se identificou com algum sintoma acima? Agende com nossos urologistas e tire suas dúvidas.